Mademoisinha, loas ao meu caminho…

Fevereiro 8, 2010 · 3 Comentários

Tudo começou nos idos de 1997. A menina e sua família se mudaram de Belém para Belo Horizonte para que o pai se fizesse doutor. Até aí tudo bem, ela tirava mudanças de letra, não era nenhuma novidade. Além do mais o colégio novo era de arrasar. Ela adorava todas as novas sensações que experimentava no alto de seus onze anos. A nova cidade, o novo clima, o novo colégio e os novos amigos, para ela todos sempre seriam maravilhosos amigos. Sempre foi apaixonada por gente, quem a conhece sabe que ainda é e sempre será, mas foi nesse clima de mudanças que a menina viveu sua primeira decepção amorosa.

O colégio era de classe média alta e ela uma estranha no ninho buscando se adaptar. Morena, baixinha, gordinha e de óculos na cara, ela era um prato cheio para as gozações dos amiguinhos. Mas não se intimidou até o dia que se apaixonou pelo garoto mais engraçadinho da turma. Seu nome era Pedro e tinha o coração de pedra. A menina tentou se aproximar contando, com seu sotaque chiado, histórias de sua terra natal. O menino com o coração de pedra pôs-se a caçoar da fala diferente que escutava e o fez com tanto esmero que largou cusparadas na cara da menina.

Indignada com o acontecido e sofrendo de coração partido, ela levou o assunto aos pais que, muito sábios, a aconselharam a o chamar para um bate papo no qual ela explicaria de onde veio e porque o sotaque, sem agressões, nada como a velha e boa conversa diplomática. Ela assim o fez e começou a explicar tudo, tim-tim por tim-tim, mas o garoto veio com a pergunta fatal:

- Onde fica isso, na floresta? Lá em Belém tem jacaré e macaco passeando pela rua?

A menina virou as costas admirada com tamanha ignorância e fez para si mesma uma promessa que talvez nunca cumprisse:

- Só vou me apaixonar por homens inteligentes que no mínimo saibam geografia.

O destino sabe bem o que faz.

→ 3 CommentsCategorias: Eu e as Pessoas · aqueles com o pepino entre as pernas · quando eu crescer eu quero ser... · sentimentalidades

a que me vale.

Fevereiro 5, 2010 · 2 Comentários

Sou a mesma de outrora e quero ser pra sempre,

Não quero precisar negar minhas ânsias românticas

Quero manter acesa a chama de paixão que arde em mim,

Deixar queimar o fogo, o calor, o vermelho do amor sem fim.

Se preciso for, surtar em volúpia e converter cada dor em lágrima

Não sou de esconder sentimentos por conveniência, pudor ou embaraço

Meus sentimentos pulsam e me pedem pra sair,  eu os deixo, quem sou eu pra reprimir?

Se não te vale essa mulher, qual mais te valerá?

Aquela que não te comove não te toca, não te afronta?

Sou do tipo que transborda que jamais se deixará esmorecer.

Porque sou faceira, apaixonada e vaidosa, tudo sem hesitar, sem temer.

Meu orgulho é à flor da pele, altivez de quem sou, empáfia do pouco que sei

Meu sorriso me persegue, com ele vou de bruxa, feiticeira,  à dama, à mulher do rei

Sorrindo diminuo o fardo, arrocho o laço, busco sonhos, vivo cada respirar, faço e aconteço

Dou nó em pingo d’água, pulo fogueira, promovo em mim um carnaval de sensações mas nunca, nunca esmoreço.

JuMaués (05-02-10)

a que me valerá sempre

a que me vale

→ 2 CommentsCategorias: M de macha! · The book is on the table · sentimentalidades

explodir em doação, isso me liga!

Fevereiro 2, 2010 · 1 Comentário

Como no último post ainda ando indignada e pouco inspirada, porque as pessoas são cada vez mais egoístas, brigam por melhoras em sua esfera, mas não fazem um pingo pra melhorar seus relacionamentos com os seres humanos. Algumas coisas em particular me indignaram, mas o que me revirou o estômago essa semana foi saber que quanto mais sincera, amável, espontânea, e de fácil relacionamento você é, mais você desperta a raiva das pessoas. Talvez seja um desejo velado de ser assim também, vai saber.

No meu caso, sei que explodo em sentimentos, minhas urgências aos olhos dos outros podem parecer ofensivas, invasivas, mas sou convicta de que elas é que me fazem viver.Talvez eu seja exagerada, ame demais, seja efusiva demais, viva intensamente demais, mas não prejudico ninguém com isso, aliás, se tem uma coisa que eu tento é não ofender ninguém. Gosto do jeito que sou, alimento vícios, mas mais do que isso, alimento o amor, a doação ao próximo, a aproximação, o contato. Gosto de conversar, de conhecer as pessoas, de ter muitos amigos, gosto de confraternizar e de ser feliz, sorrir independente das dificuldades, fazer delas motivos pra crescer. Prego isso e tenho fé de que só assim faremos um mundo melhor. Nunca fugirei àquilo que aprendi em casa, com meus pais: o mais importante é sim o amor, ele que cura, ele que salva, ele que faz o que pesa parecer mais leve, e é por ele que eu vivo e viverei sempre.

Não que eu não tenha minhas amarguras, mas tento não fazer as pessoas sentirem os piores sentimentos que tenho, elas não merecem isso, merecem o meu melhor, pro mundo girar melhor, pra tudo fluir melhor, porque é a partir das nossas superações internas que mudamos o que fede ao nosso redor. Não adianta eu reclamar do trânsito, da falta de dinheiro e disso e daquilo se eu não exercito a minha gentileza, a cuca fresca, o relaxar, a diversão, e mais, a DOAÇÃO. Essa é a palavra. Doar carinho, doar afeto, doar compreensão, doar sorrisos, doar gentileza, doar aquela roupa velha no armário, doar. Porque não doar se precisamos do ar pra respirar? Doe-se pra seus amigos, sem esperar nada em troca, doe paciência, doe abraços, afeto, nas mínimas coisas. Enfim…

→ 1 CommentCategorias: Eu e as Pessoas · M de macha! · all that stuf... · aqueles com o pepino entre as pernas · sentimentalidades

Indignação de ano novo!

Janeiro 5, 2010 · 4 Comentários

Voltando à ativa depois de algum tempo sumida, férias de final de ano. Fiz uma viagem pro Rio de Janeiro com minha filha, meu amor e a família dele. Passamos juntos o natal e ano novo, época tipicamente reflexiva, e foi mesmo! Refleti sobre quanta coisa ruim tem nesse mundo, acho que fiquei meio decepcionada com tudo, achando que todo o esforço que faço pra ser no mínimo educada e gentil não são nada se os meus semelhantes não dão valor a isso, aliás, se meus semelhantes só se preocupam com o próprio umbigo, que é sempre sujo. Não falo só dos desastres naturais que mataram dezenas pelo Brasil, não falo só dos conflitos étnicos, raciais, ideológicos, enfim de toda essa brigalhada que me enche de desesperança, falo sim e com propriedade da relação entre os seres humanos, na falta de confiança, na falta de solidariedade, na mesquinharia dos que tem e na miséria dos que não tem. Acho que por ter sido criada numa família muito bairrista não me dei conta de quanta maldade tinha ao meu redor, sempre fui muito livre, mas, dentro do meu círculo familiar e de amizade, nunca saí muito de um mundo particular, de um clã que me fez muito feliz, mas também muito pura e inocente. Não estou me vangloriando de qualidades que hoje em dia pouco se vê pelo mundo afora, estou sim me queixando de ser tão boba. Por isso, algumas coisas que comecei a exercitar do final do ano passado pra cá foram o “não levar desaforo pra casa”, o “não deixar que pisem em mim”, o contraditório “não tolerar intolerância”, o “não ficar calada diante de injustiças”, o “não me calar diante de mentiras e falsidade”, a autodefesa, e o “dizer não sem medo”. Essas coisas que sempre quis e internamente defendi, mas que por algum motivo, algum pudor, algum medo de machucar alguém, mantive guardadas, acabava me machucando e alimentando sentimentos ruins por não desabafar ou desabar na hora. Estou cansada de egoísmo e de falta de gentilezas, do homem que destrói a natureza menosprezando e desdenhando de tudo o que ela nos oferece, o homem que pra se dar bem passa por cima do outro, o homem que por dinheiro é capaz de destruir o outro, psicológica e fisicamente, o homem que dá só pensando em receber depois, que só quer benefício próprio, o outro que se exploda. Tudo isso ta me angustiando de tal forma que tomei uma decisão: vou fazer a minha parte tentar manter a doçura mas me rebelar, gritar, não sei bem como me expressar só sei que quero e vou. Enfim, feliz ano novo.

→ 4 CommentsCategorias: Eu e as Pessoas · M de macha! · all that stuf... · quando eu crescer eu quero ser... · sentimentalidades

Fériaaaas.

Dezembro 18, 2009 · Deixe um Comentário

Gente, esta que vos escreve vai entrar de férias, viajar com a família, e aquele patati patatá de sempre. Estou comunicando-os que ficarei um longo período sem escrever, um mês talvez, mas já já deixo-lhes algumas dicas do que fazer se as suas férias não prometerem tanta animação quanto a minha promete, desculpa aí. Na verdade não vou pra um super parque temático, nem brincar horrores, mas vejo diversão nas pequenas coisas da vida.

Antes das dicas minhas resoluções para 2010, quero compartilhá-las com vocês para que eu tenha vergonha caso não as cumpra:

1- Estudar muito, me dedicar, me realizar individualmente.

2- Não engordar, essa é difícil, mas eu vou tentar.

3- Não colocar um cigarro que seja na boca.

4- Não ficar de ressaca nunca mais, isso não implica não beber, implica saber dosar.

5- Não mexer no cabelo até julho, por razão de promessa de agradecimento.

6- Tentar ser menos ansiosa.

7- Comer doce só duas vezes por semana, praticamente impossível.

8- Ler dois livros por mês.

9- Ir mais ao cinema.

10- Amar mais e mais a cada dia.

Agora diquinhas básicas de filmes, livros e passeios:

1- “Romance, o filme” – Wagner Moura, direção de Guel Arraes, acho que não precisa de mais nada.

2- “Os Normais 2″ – vale a risada!

3- Margot e o Casamento – Vale a Nicole Kidman

4- Leia dois livros pelo menos nesse período, se você prefere leituras leves escolha contos e crônicas, Lygia Fagundes Telles, Martha Medeiros, Fernando Veríssimo, se você prefere os mais densos, José Saramago, Clarice Lispector, James Joyce, sei lá, escolhe tu, mas lê!

5- Vá fazer um pic nic num parque, leve uns gorós, uns docinhos, uns amigos, um violão, jogue conversa fora, não custa caro e garante diversão.

6- Vá ao cinema.

7- Se permita um pouquinho, coma num lugar bom, experimente novos pratos.

8- Tome sol nem que seja na lage.

9- Encontre um amor, nem que seja passageiro.

10- Volte pra me ler ano que vem, please…

;)

amo-lhes!

→ Leave a CommentCategorias: Eu e as Pessoas · Uma casa verde · all that stuf... · sentimentalidades

sobre a inflexibilidade

Dezembro 11, 2009 · Deixe um Comentário

Eu tenho um monte de defeitos, não to aqui pra julgar ninguém, mas pra falar de coisas que me inquietam, pro bem ou pro mal, mas me inquietam. Tenho vícios, sou contraditória, ciumenta e egocêntrica, mas tem duas coisas que vocês jamais dirão que eu sou: mau-humorada e inflexível. Mau-humor é auto-explicativo e quando falo de inflexibilidade não falo sobre pessoas que não são como a Daiane do Santos, que abre as pernas com facilidade (opa! Sem duplo sentido), gira o corpo pra lá e pra cá, dança se rebolando ao som de brasileirinho e dá um super-triplo twist carpado cravado! Falo da inflexibilidade no sentido da não adequação ao novo, sabe aquelas pessoas que só vivem seguindo um sistema próprio e imutável, que não sabe driblar uma situação que não condiga com o que imaginou, planejou ou pensou? Se não tomar café naquela hora exata e os planos não seguirem o seu sistema… ixi acaba o mundo, o humor fica terrível e os outros têm que aturar sua ranhetice.

Acho que as pessoas são diferentes e o que dá a liga é o respeito a essas tais diferenças, mas viver sem poder pisar fora da linha é chato, muita rotina, muito sistemático, muito inflexível pra minha cabeça. Se as coisas não saem exatamente como você imagina, aprenda a lidar com o desconhecido que lhe é apresentado. Se seu jantar não foi na hora certinha, prepare uma ceia especial, se você perdeu o horário do cinema, paciência vá na sessão ao lado. Adapte-se! E o segredo maior para isso é o bom-humor, lidar com situações adversas requer que você saiba no mínimo sorrir, porque é clichê, mas, um sorriso abre muitas possibilidades. Rir das situações, saber que a vida não é filme, que não tem roteiro, não tem script, é uma qualidade para poucos, você apenas vive a vida e o mais legal é a arte de improvisar!

Se o trânsito ta terrível, o dia tá abafado e você tá atrasado para uma reunião importantíssima (que de repente não era exatamente pra onde você queria estar indo naquele momento), ligue o som bem alto e cante, cante para que as pessoas ao lado te achem maluca, passe rímel, e pense que você é uma pessoa que lida bem com as situações adversas e ainda canta e passa rímel, leveza é a palavra! Se tiver acompanhado fuja daquelas reclamações mecânicas sobre o trânsito e o calor, converse sobre amenidades, fale de alguém, conte uma novidade. Ao final, chegue a sua reunião mais leve, peça desculpas pelo atraso e da próxima vez saia mais cedo de casa. Se você viajou no final de semana esperando um sol lindo para ir à praia e no final das contas choveu o tempo todo, jogue cartas, veja filmes, jogue conversa fora, beba um vinho, sei lá, mas não reclame, não se canse e nem canse os demais com palavras negativas, se pra você esses sentimentos são inevitáveis, os faça evitáveis para quem não é inflexível como você, pra quem consegue tirar o melhor até do pior! Exercite sua flexibilidade…

→ Leave a CommentCategorias: M de macha! · all that stuf... · sentimentalidades

GENTE PRA MOVER

Dezembro 10, 2009 · 1 Comentário

Sou do tipo de pessoa que ama gente, adoro os seres humanos, suas peculiaridades e individualidades, sou apaixonada por contato com meus semelhantes. Gosto de saber da vida, de ouvir histórias fantásticas, de abraçar, de ser amiga, de confraternizar, de ver acontecer, de saber da família, sou mesmo assim. Sinto falta de muita gente ao meu redor, de ouvir várias vozes e conversar muito, detesto solidão, de verdade, acho monótono demais viver sozinha e sem compartilhar.

Imagina quanta gente tem nesse mundão de meu Deus? Quase 7 bilhões de pessoas, vidas, histórias, muita família, muita cultura, muita energia diferente, toda essa massa fazendo o mundo rodar, não é fantástico? Mais fantástico ainda é pensar que ao meu redor tem apenas uma ínfima parte dessa população mundial, e que já é muita gente! Eu sou do tipo que repara e observa as pessoas, que tenta absorver o máximo delas, com olhares, com palavras, com o que for possível, para alguns pode parecer até chato, mas é uma mania que vou revelar.

Juliana andando no centro da cidade é sinônimo de cabeça borbulhando, de repente se tiver alguém comigo eu nem preste tanta atenção no que a pessoa está falando, fico buscando nas ruas personagens para as minhas histórias imaginárias. Sabe aquela tia que vende vale-transporte numa banquetinha de madeira? Eu olho, observo e lá na minha fértil cabecinha vem o possível histórico de vida dela: será que ela é feliz? Teve uma infância difícil? Tem filhos? Tem tragédia familiar na família dela? Ela tem uma carinha tão simpática. Já trabalhou com outra coisa além disso? Essa foi sua última opção? Deixo claro que não saio interrogando pessoas que não conheço ou que mal conheço, monto uma historinha em minha cabeça e lá está um personagem do dia-a-dia. Mas, se eu tenho a oportunidade, sinto abertura, e acho possível, a conversa com qualquer pessoa pode se transformar em algo maravilhoso, não só pelo interrogatório que satisfaz minhas curiosidades, mas pelo laço que pode ser estabelecido entre qualquer alguém e eu.

Faço amigos com uma facilidade tremenda, e se te chamo de amigo à primeira conversa não ache que sou exagerada, falsa, inconveniente, ou qualquer coisa do tipo, é porque de fato acho que podemos sê-lo, se não imediatamente, com intimidade e identificação fica fácil. Tenho mais ou menos umas 10 melhores amigas, e as amo muito, todas de maneira diferente, mas pelo mesmo motivo: foram personagens de momentos deveras importantes da minha vida, e conversamos longamente sobre tudo ou sobre nada, mas, nos relacionamos, nos abrimos uma pra outra.

Bom, esse texto vem para contemplar relações inter-pessoais, para fomentar a aproximação das pessoas, para crermos que as pessoas são em sua maioria gente de bem, e que precisamos colocar nas nossas cabecinhas individualistas, que só pensam em nosso próprio umbigo, que o mundo tem bilhões de pessoas, que estão aí prontas para a amizade, pra conhecermos uns aos outros, que a amizade, o approach, as relações gentis e cordiais é que harmonizam, acho que isso salva, não salva?

relacione-se

relacione-se

→ 1 CommentCategorias: Eu e as Pessoas · all that stuf... · quando eu crescer eu quero ser...

Sobre Dezembro

Dezembro 1, 2009 · 6 Comentários

Dezembro é um mês que cheira diferente, ao menos ao meu olfato! Os ares de festas, de mudança, de renovação, são para mim o que faz de dezembro o melhor mês do ano! Em dezembro eu aniversario, em dezembro nasceu minha filha, em dezembro conheci meu amor, em dezembro chega o papai Noel, em dezembro nos preparamos para o recomeço de um novo ano que está para chegar, em dezembro os dias são lindos, em dezembro…

Afora os dias de caos e correria por compras desenfreadas que o capitalismo trouxe pro Natal, tem a delícia de preparar a casa pra vinda do papai Noel, tem o encanto da reunião familiar, tem o sabor das comidas da mamãe, tem tudo e tanto. Falarei de dezembros: Em dezembro eu nasci, quer coisa mais importante? Eu vim ao mundo para fazer diferença, aprender diariamente, rir e chorar com a mesma intensidade e amar, muito e enlouquecidamente. Era dezembro de 2007 quando achei o homem da minha vida, aquele que me faz pensar todo o dia que tudo vale a pena quando a gente ama, que podemos crescer junto com alguém, que basta amor, companheirismo e respeito, o resto vem com o tempo… Meu dezembro passado não foi tão feliz, mas foi importantíssimo, talvez o mais importante de toda a minha vida, representou de fato uma mudança drástica em mim, uma mudança especial. Era 15 de dezembro quando nasceu a Maitê, e ao contrário do que muitos pensavam, ela me transformou na melhor mãe do mundo. Exatamente no dia 25 de dezembro ela estava internada na U.T.I do hospital em que nasceu, tratando de me ensinar que ser mãe também é sofrer mais do que a alma da gente pode suportar, que ser mãe é amar mais do que o corpo da gente pode agüentar e ser feliz, mais do que a gente imaginou um dia poder. Ela passou bem o natal, mas o ano novo foi caótico. Eram 23 horas e 59 minutos do dia 31 de dezembro quando Maitê sofreu uma parada respiratória enquanto eu e seu pai segurávamos em sua mão para passarmos a virada de ano juntos, ela havia voltado à estaca zero. Mas se recuperou muito bem depois e fomos juntos pra casa dia 11 de janeiro, ser felizes para sempre. Eu aprendi em dezembro passado que não importa o quanto você pense que se conhece ou que tem convicções formadas e imutáveis, tudo muda, eu mudei com um passe de mágicas em dezembro passado, minha filha me trouxe ainda mais a magia do recomeço!

Essa é só uma declaração de amor minha ao mês de DEZEMBRO, que é só um conceito abstrato, temporal, mas pra mim é a melhor época do ano, quando me renovo, me liberto, me divirto e amo muito mais do que em qualquer mês!

→ 6 CommentsCategorias: Eu e as Pessoas · M de macha! · Uma casa verde · all that stuf... · espera · quando eu crescer eu quero ser... · sentimentalidades

Descobrindo Martha Medeiros…

Novembro 25, 2009 · 1 Comentário

Hi people do meu coração!

Então, como vocês já devem ter percebido tenho verdadeira paixão por mulheres que orgulham o gênero. Em que sentido, Juliana? No sentido de se fazerem notar sem precisar de vulgaridade, no sentido de colocar a mulher num patamar de valorização da inteligência, da personalidade, da atualidade, modernidade, a mulher atuante, que pensa e se manifesta, e ao mesmo tempo permanece com a essência mulherzinha. O que seria a essência mulherzinha? Aquela que nos permite colocar maquiagem, ter vaidade, ser inconstantes, priorizar amor e filhos, e cuida-los sozinha, querer que paguem nossa conta, ter um “quê” consumista, gostar de mostrar as pernas, ser falível e esperar o príncipe encantado.

Descobri mais uma que entrou pro meu rol de “mulherzinhas” preferidas, Martha Medeiros. Eu já havia lido, conhecia alguma coisa, mas sem grandes descobertas. Escritora, poeta, publicitária, e muito mulher! Li alguns textos e  poemas aqui pela internet, que é um acesso indiscrimidado à todo tipo de informação, seja ela boa ou não, se você souber usar exercita muito bem a cuca! Voltando à Martha, sei que ela escreve pro jornal Zero Hora do RS, e tem vários livros publicados, um deles eu já tratei de pedir de presente de natal “Doidas e Santas” de 2008, fica a dica e um poeminha bem mulherzinha! Amo vocês!

“Quem você pensa que é?”
perguntou pra mim de queixo em pé…
Sou forte,
fraca,
generosa,
egoísta,
angustiada,
perigosa,
infantil,
astuta,
aflita,
serena,
indecorosa,
inconstante,
persistente,
sensata e corajosa,
como é toda mulher,
poderia ter respondido,
mas não lhe dei essa colher.

Martha Medeiros

→ 1 CommentCategorias: M de macha! · The book is on the table · all that stuf... · quando eu crescer eu quero ser... · sentimentalidades

Poema Feminino (autor que eu desconheço)

Novembro 24, 2009 · Deixe um Comentário

Recebi por email e achei um barato, pelo sentido da coisa, tudo verdadeiro, e absolutamente verdadeiro!

Que mulher nunca teve um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?
Que mulher nunca tomou um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?
Que mulher nunca sonhou com a sogra morta, estendida
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?
Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?
Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?
Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?
Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Que ‘dele’ não lembra nem o nome?

E por fim as máximas:

“Homem dando sopa, é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres.”
“Mais vale um cara feio com você do que dois lindos se beijando. “
“Se todo homem é igual, porque a gente escolhe tanto???”
Príncipe encantado que nada…. Bom mesmo é o lobo-mau!!
Que te ouve melhor…
Que te vê melhor…
E ainda te come!!!


→ Leave a CommentCategorias: Eu e as Pessoas · M de macha! · all that stuf... · aqueles com o pepino entre as pernas