Mademoisinha, loas ao meu caminho…

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NOSSOS PERFEITOS DEFEITUSOS

Março 31, 2008 · 7 Comentários

hoooooooomeeeem, hoooooomeeeem...

A gente sempre reclama da rudeza daqueles que nós escolhemos para namorar, noivar, casar, e ficar do nosso lado em qualquer que seja a condição de compromisso. Mas esquecemos que a escolha foi nossa, e que temos sim que aprender a conviver com os defeitinhos ou defeitões deles, até porque os nossos defeitos são tão pequenos ou grandes quanto, não é?

Levando isso em consideração estive pensando em como relevar com categoria esses detalhes, “CATIGURIA” essa que só nós temos, afinal esses defeituosos são quase sempre a nossa maior alegria. São ensinamentos básicos para quem quer exercitar a paciência de esperar o futebol acabar, o senso de humor para as piadinhas machistas, e a capacidade de segurar a TPM (que temos o DIREITO de sofrer).

Primeiro, a paciência é fundamental, mesmo! E para exercitá-la recomendo que você pare de contar e cobrar dele as vezes que teve que esperar o futebol, o “Globo Esporte” e os gols do “Fantástico” terminarem para ganhar a atenção dele… É, o futebol é importante para eles tanto quanto a depilação, o “Vale a Pena Ver de Novo” e o show do Menudo são pra todas nós.

hooooomeeeem, hoooooomeeeem...

Piadinhas machistas são uma questão de auto-afirmação para eles, então nada de tomar as dores feministas, nós somos maiores que isso. Depois de contar até dez, dê uma risadinha, e prepare uma resposta à altura porque normalmente a chacota é bem previsível, do tempo do guaraná de rolha, eles lançam alguma coisa tipo:

- Dia 8 de Março é o dia que a mulher tem pra mandar. – diz ele.

- E todos os outros vocês têm pra obedecer, amor… – você no pedestal, e ele sem palavra.

Quanto à TPM, aí não tem como negar, nos ficamos INSUPORTÁVEIS e sabemos disso, choronas, chatas, raivosas, nem nós mesmas nos agüentamos, é dose cavalar de chatice. Temos que dar o braço a torcer e andar pianinho, nos colocar no lugar deles e comer muuuuito chocolate, porque têm aquelas substâncias, quais mesmo? Serotonina e feniletilanina, a primeira promove o bem-estar e alivia as tensões e a outra é antidepressivo natural. Melhor que isso só aproveitar a paz que essas dicas vão promover e curtir os nossos perfeitos defeituosos.

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Da independência ao Oscar!

Março 27, 2008 · 1 Comentário

A indústria cinematográfica hollywoodiana investe bilhões em superproduções com grandes efeitos especiais de som e imagem, narrativas fantásticas e remontagens. Essas produções são dignas de lotar salas de cinema do mundo todo, duplicam os gastos gerados e movimentam o catálogo de atores, diretores e roteiristas que fazem fortuna e almejam ter o trabalho reconhecido na maior premiação do cinema mundial, o Oscar.

Neste ano uma comédia independente que nada cabe nos orçamentos hollywodianos deu o ar leve da graça na noite do Oscar. “Juno” custou US$ 2,5 milhões, não teve orçamento para publicidade e teve o roteiro escrito por uma ex-stripper, Diablo Cody, uma morena exótica que em seu discurso de agradecimento pela estatueta não esquece de agradecer a família por amá-la do jeito que é.

Numa atmosfera produzida com a ajuda de John Malkovich, diálogos inteligentes e peculiares que imprimem a identidade de cada personagem e trilha sonora que não passa despercebida, o filme narra genuinamente a descoberta da gravidez na adolescência, e como Juno, uma garota bem descolada de 16 anos, lida com a situação que requer a decisão mais importante de sua vida.

A produção era a surpresa que todos gostariam, mas não esperavam ver receber nenhuma das quatro estatuetas para as quais foi indicada: melhor atriz com Ellen Page (Juno), melhor direção (Jason Reitman), melhor roteiro original e melhor filme. Concorrendo com as superproduções, “Juno” só contava com as vantagens que a audácia do cinema independente oferece: a capacidade de brincar com o imaginário do público desconstruindo o formato da narrativa cinematográfica, e a autonomia que o cinema independente tem com relação ao cinema comercial, uma vez que o lucro não é imposto com tanta força a este primeiro.

O filme só contradiz a cena quando prova que os filmes independentes não precisam necessariamente seguir a regra velada de que o desequilíbrio da família enquanto instituição e o humor irônico são necessários para o sucesso dessas produções.

Digno de apreciação e dos quatro prêmios aos quais estava concorrendo, o filme é contemporâneo e mostra a qualidade da roteirista ao deliciar o público com e leveza desconcertante que narra a história da pequena grávida.

Por Ju Maués

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Bons motivos para “blogar”

Março 27, 2008 · 12 Comentários

Eis que me apresento…

Não vou dizer que não sou íntima das palavras, nós nos adoramos, modéstias à parte! E nem vou dizer que é minha estréia no mundo dos blogs, tive alguma “inexperiência” nessa atmosfera no fervor dos meus dezesseis anos, quando gostava de andar com roupa rasgada e ser groupie da bandinha de rock do colégio, nada feito, não deu certo. Mas, os motivos que me fazem voltar às páginas virtuais são muitos, e é aqui, na aula de História da Comunicação e do Jornalismo, com o bom e velho lápis em punho, que começo a discorrer sobre eles…

Lembro de aos dez anos de idade ter ganhado de alguém, numa dessas tumultuadas festas Maués de natal, um diário bem colorido cheio de “fru-frus”. Durante o ano todo me pus a escrever cada detalhe do meu agitado décimo ano de vida:

“Hoje estamos indo para São Paulo…”;

“Tomei gelatina de caixinha na casa da tia Vera…”;

“Mudamos para Belo Horizonte, quanta viagem…”.

Assim eu segui escrevendo, assim não, confesso ter melhorado um pouco, mas desde então se foram onze diários e muita, muita história pra contar, as melhores e as piores, as mais e as menos emocionantes. O que nunca passou foi a insegurança, o medo de que alguém lesse meus atrevimentos, meus escritos, o medo de que eles fossem mau tomados.

Acho que to um pouco mais madura. Ou seria um pouco menos imatura? Ligo um pouco menos para o que vão pensar, esse é afinal, um dos motivos que me fazem começar a escrever “sem vergonha”. Aqui vai ser um refúgio para os meus comentários, aqueles que podem não interessar a ninguém, mas a quem possa interessar além de mim, estarão aqui, os meus filmes, livros e bla, bla, blas prediletos, vez ou outra estarão por aqui. Eu disse VEZ OU OUTRA…

Tem também o fato de achar que posso alcançar as pessoas que estão longe de mim assim, mandar notícias e me fazer ler, não só no sentido prático da coisa, mas no psicológico também, já que eu me ponho toda nas palavras, me expresso muito facilmente assim, quem conhece sabe.

Começo então essa tentativa de expor idéias, devaneios, memórias que, quer vocês concordem ou não, achem bonitos ou não, são meus! E eu tenho mais é que começar a assumir…

Ah! Termino dizendo que não tenho o dom da erudição e nem pretendo que me leiam com olhos críticos, não fiz isso por vocês, fiz por mim!

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