Mademoisinha, loas ao meu caminho…

Ahhh o futebol…

Setembro 8, 2008 · 11 Comentários

Meu mais novo empenho, além é claro de aprender a ser mãe, é aprender sobre futebol. Cheguei à conclusão que aquele dito popular vale mesmo: Se você não pode com o inimigo, junte-se a ele! Tomei essa decisão ao perceber que eu quase perco pro futebol no coração do Eduardo, e não quero nem QUASE perder pra nada nem pra ninguém…

Meu caminho nesse propósito começou assistindo aos jogos Europeus que passavam na Record. Eu torcia sempre pro time cuja cor do uniforme me agradava mais, depois pro que tinha os jogadores mais bonitos e enérgicos, em seguida pro time que estava ganhando, assim foi mais fácil. Gostei, viu? Que jogos bonitos, estética e “futebolísticamente” falando (eu do alto do meu conhecimento acerca do esporte bretão ¬¬). P.s.: os jogadores da Zuropa são mega puls máster mais bonitos que os brasileiros, isso tornava os jogos bem agradáveis.

Não bastou! Eu irritava qualquer pessoa fazendo perguntas sobre escanteio, pênalti, foi-falta-ou-não, esse campeonato, o outro, aquele time, o outro, e enfim… Fui progredindo na medida em que o tal do Brasileirão progredia e o Grêmio (meu rival indireto) confirmava o favoritismo. Fui a jogos, assisti jornais esportivos e aos embates do campeonato brasileiro, vi tabelas, aprendi um tiquinho e hoje até arrisco comentários, mas o meu work-shop mais legal foi acompanhar Eduardo nas peladas com amigos, que MARA! Não vi nada tão engraçado em toda a minha vida, eu garanto!

Não sei se pela quantidade de testosterona expelida pelo suor dos aspirantes a amadores (é isso mesmo – aspirantes a amadores), mas to pra ver situação onde tanto homem junto se esbarra, se esfrega, troca tapinhas nas nádegas e leva a sério uma brincadeira. Eram dois times, um melhor e um pior, os “com uniforme” e os “sem uniforme”, os que fizeram muitos gols e os que tomaram uma goleada… Para este segundo se destinava minha torcida quieeeta, solitáaaaria, e confesso, minhas gargalhadas internas, deve ser óbvio o motivo, era o time do pai da Maitê.

Jisuis, como eles levam isso à sério: 10 minutos de jogo, já perdendo por 4 x 2, o pessoal de uniforme batia palminhas para estimular um time que não tinha mais fôlego para correr e, a cada gol tomado, o goleiro (cujo cofre era maior que o do banco central) fazia aquela cara de “vocês não tão me ajudando”. O melhor mesmo foi apreciar a já citada esbarração dos “atletas”, seja na marcação ou nas comemorações, esses foram os momentos mais impressionantes do jogo, em outros casos os rapazes não admitiriam esse esfrega-esfrega. Que meda!!! Falando em comemorações, elas eram dignas de copa do mundo, o artilheiro do time perdedor (frisar perdedor) agradecia calorosamente a Deus por cada gol que marcava: erguia as mãos pro céu e corria pelo campinho de grama sintética sacolejando o indicador. Foi sempre assim até a goleada por 11 x 6 (confirmar placar com Eduardo, que provavelmente lembra disso com mais certeza que eu)…

O final do “espetáculo futebolístico” (como essa expressão me lembra o Galvão Bueno)? Todos os meus atletas sentadinhos bufando, dois deles fumando um cigarro, o meu craque comendo um cheetos cheio de gordura trans, e outro time entrando em campo para um jogo que no final das contas, acabou em porrada…

***Sigo aprendendo sobre futebol e apreciando os embates dos com uniforme versus os sem uniforme.

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