Numa enquete realizada pelo jornal britânico Daily Mail, 3 mil internautas opinaram sobre os 10 filmes que mais lhes fizeram chorar, entre eles Bambi (o mais chorante), Titanic (em quinto lugar) e, imaginem só, Crossroads – Amigas para sempre (Britney Spears na sexta posição), ou seja, só filems de viadinho (sem ofensas). Inspirada nesse propósito eu resolvi falar do filme que mais me fez chorar em todos os meus maravilhosos 22 anos de vida.
Sabe aquele filme que te faz verter lágrimas copiosamente? Pois é, a película que me vem imediatamente é “Dançando no escuro” ou “Dancer in the dark” – como preferirem.
O musical de 2000, com roteiro e direção de Lars von Trier (aquele dinamarquês meio pancadinha das idéias), foi Palma de ouro -melhor filme- em Cannes no ano de lançamento e coroou a cantora Björk como melhor atriz no mesmo festival. Dada parte da ficha de prêmios do filme, falemos sobre roteiro…
Selma (Björk – que gosta de se vestir de cisne) é uma mulher tcheca residente então nos EUA e sofre com uma doença hereditária que a faz perder a visão lentamente. Mãe solteira ela trabalha dia e noite para guardar dinheiro para que o filho, que herdou a doença, possa ser tratado. A tal da Selma é irritantemente inocente, pura e coisa e tal, Björk contamina todo mundo com o bichinho da dó, pena, piedade, e sofre, como sofre, com desenrolar da história. É minha gente, roubam o dinheiro que a operária passou anos guardando e o mundo começa a desabar. A partir desse fato o filme vai tomando o rumo do desfecho e dos rios de lágrimas. As músicas do filme são todas de autoria da Björk com aquele arzinho sofrido, vozinha doce e melodias que te fazem entrar no sofrimento da Selma.
Eu indico o filme!!! Nunca chorei tanto com uma história de cinema, quem não gosta de filmes que abalam e que chegam ao final com o telespectador destroçado não deve assistir, porque a cena final é dramática, triste, horrível, ai! Vou chorar…
p.s. não sou crítica cinematográfica, não tenho pretensões para tal, são só meus leigos argumentos de público falando de um filme que eu gosto.