Hoje vou contar uma história de amor, acho que desde sempre sou adepta de histórias de amor. Lindas, intensas e cinematográficas. O romance que tentarei resumir agora foi a primeira história de amor que eu vivi.
Era uma vez minha mãe e eu, aliás, era uma vez uma menina com outra no colo e até então para elas amor era só aquilo. Era na mesma vez um rapaz na flor da idade, das idéias e das ideologias, hoje eu sei como ele foi/é corajoso. Minha mãe sempre foi essa mulher encantadora, cheia de sonhos e energia, queria estudar, crescer e me criar para ser sua melhor amiga, acho que conseguiu. Ele queria estudar e fazer a diferença, mas se apaixonou nos bancos da universidade, paixão dupla: a morena e a moreninha. Dado o ultimato, feito o pedido de namoro, a resposta da mamãe foi tal que ninguém imaginava que ele aceitaria. “Para me namorar tem que namorar primeiro a minha filha”. E deu-se o amor…
Assim começa a história de amor entre meu pai e eu. Da minha parte foi criado um verdadeiro fascínio por ele, desde que eu me lembro por gente meu exemplo tem nome e sobrenome: Ronaldo, o meu PAI! Ele me ensinou o amor por um homem, me ensinou o respeito e a honestidade, me de a família mais amada que eu poderia ter e me mostrou que eu sou importante.
Foi com ele que eu aprendi quem foram os Beatles, foi com ele que eu entendi que não importava quem eu seria quando crescesse e sim a felicidade que, ele estava certo, me esperava. Um homem honesto e de palavra, que nunca ninguém dirá que não é o meu pai.
p.s. como melhor pai do mundo que foi, aposto que será o melhor avô que minha filha poderia ter.

