Mademoisinha, loas ao meu caminho…

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A arte de sentir saudade

Janeiro 27, 2009 · 7 Comentários

Saudade as pessoas do mundo todo sabem sentir, mas só aqui no Brasil as pessoas têm o privilégio de encher a boca para falar: Eu to com SAUDADE! – Que palavra mais bonita…

É preciso saber sentir, entregar-se a essa falta sentida de um jeito desmedido. Normalmente o coração da gente aperta e a cabeça viaja para a imagem, sabor, cheiro, momento, dos quais fomos distanciados. Se é alguém ou algo, isso não faz diferença. O que faz diferença é o quanto você se permite sentir saudade com a dose e teor certos de leveza, frescor, melancolia e lembranças.

Alguns choram, outros se deliciam entre lembranças sorridentes, mas o certo é que deixar aflorar as sensações do saudosismo é maravilhoso! O alívio que segue esses momentos de pensamento longínquo é impressionantemente revigorante, traz pra dentro da gente aquilo que nos faz falta. Sentimos cheiros, sabores, amores e desamores, beijos, abraços e afagos, momentos, objetos e pessoas, sentimos, enfim, SAUDADE.

VOCÊ SE PERMITE SENTIR SAUDADE? DO QUÊ, DE QUEM?

Ahhhh o cheiro da chuva das 14 horas… ahhhh um sorvete de tapioca… ahhhh Belém que não sai da minha cabeça e coração…

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Quando fiquei feliz suja de cocozinho… rs

Janeiro 21, 2009 · 4 Comentários

Eis que consegui um tempo entre minhas deliciosas tarefas de mãe, mulher, esposa, dona de casa e todos as muitas funções que venho ocupando feliz e contente… Meu esposo foi assistir futebol,  Maitê está dormindo no carrinho ao meu lado com uma chupeta transparente na boca, um body que a deixa com as coxas mais maravilhosas de fora e o cabelo todo arrepiado. Eu, depois de dar um jeito em meu cabelo, lembrei que os meus estão longe, lá no norte e precisam saber como ando me virando.  – Um momento, preciso apreciar o sorriso da minha filhota. -

Preciso dizer que sou só felicidade? Não? !?! Ahhh tá, brigada!

minha obra prima.

minha obra prima.

Outro dia durante o banho Maitê cagou em mim. Cagou, isso mesmo, não foi um simples cocozinho. Sabem o que eu fiz? Sorri feliz e contente, achei lindo, e o pai dela também! Outro dia ela golfou na minha cama, sabe o que eu fiz? Cheirei… dilícia de golfadinha!!! Eu tento ficar cansada quando ela acorda de madrugada, mas os sorrisos involuntários que ela me dá, a mão dela no meu seio na hora de mamar, o cheirinho dela, tudo isso me revigora e me diz que eu não tenho nem o direito de me sentir cansada, ela é o melhor presente e descanso que eu poderia ter recebido. Por enquanto é isso…

P.S.: Alguém pode me dizer porque ouro na banheira do primeiro banho?

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Ser mãe…

Janeiro 11, 2009 · 8 Comentários

Foi por uma apendicite que eu aprendi em algumas horas o que é amar mais do que o coração suporta, o que é ser mãe, o que é sofrer, o que é perder o senso do ridículo, esquecer das minhas dores e chorar pela dor de outro ser…

Maitê nasceu depois d’eu sofrer algumas horas achando que tinha uma dor de estômago, era meu apêndice estourado e fazendo mal à mim e à minha filha, sofremos as duas… e muito. Foram 27 dias lutando para viver, ela no hospital e eu e Eduardo sem ela em casa, indo e vindo do hospital numa rotina cansativa. Tirávamos forças não sei de onde, aliás, sei sim… tirávamos forças do sorriso desconcertado dela, de olhar um pro outro e descobrirmos que somos mais companheiros do que imaginávamos, de saber que estaremos juntos na melhor e na pior, e do amor que nós três sentimos um pelo outro.

Agradeço a Deus pela mãe que tenho, ela que largou a vida toda para me ajudar, me dar força, me acalentar, me distrair, me ajudar a suportar o que tivesse de vir. Eu a amo muito. Agradeço pelo pai que tenho, que mesmo de longe não me deixou sozinha um momento, deu palavras de apoio, chorou conosco, mas soube ser a segurança que precisávamos. Agradeço também por ter posto em meu caminho e coração o homem que eu tenho, Eduardo, o melhor pai que minha filha poderia ter, companheiro, não declinou em momento algum, nas horas de cansaço erámos um o cobertor, a coragem e o ombro do outro. Agradeço pela família que o Eduardo me deu, meu sogro e minha sogra, que souberam estar ao nosso lado nas angústias e entenderam as nossas aflições.

Ahhhh… não posso esquecer das orações, do amor que recebemos de todo mundo, das pessoas que nos ligavam todo santo dia para saber dela e da gente também: Jesicow, Tia Bilu, tio Pedro, meu Padrinho, minha Madrinha, tia Marrom, tia Nilda e as rosas para Sta Terezinha, Yasmin, tio Paulo e tia Jenise, Cintia, a prima e minha amiga da Unama, Lica irmã escolhida, Ana, Daia e Fernando… gente, é muito nome e muito amor para eu lembrar de cada um, vocês todos estarão sempre nas nossas preces, isso é CERTO!

E…

VIVA A MAITÊ!!!

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