Tenho sede, do novo, do explícito, do de sempre, do desconhecido, do diferente, do que sempre foi, continuará sendo, mas que mudou e muda sempre, pra não cair na mesmice de ser a igual. Brigo por isso, por não me deixar abater pelo que se segue dia após dia sem bruscas mudanças, sem reviravoltas, as boas reviravoltas, porque quando vêm as ruins eu sou capaz de esmorecer, dias e noites a fio, pensando numa forma de anulá-las, resolvê-las, desarmá-las. O que vem pra me atingir, de fato me atinge, mas quando me reergo brotam forças de um lugar que não sei, o tal desconhecido que me alimenta.
Digo, pois sei que tenho defeitos, que não sou tão nobre quando pareço, quando farejo injustiça, quando pronunciam em vão meu santo nome e sobrenome, quando minha família é usada, quando vejo o ódio do mundo típico da falta de amor próprio e, especialmente falta de amor para com os outros, sou contaminada sim. Quem viu não esquece o quão ríspida posso ser, rancorosa, dura, nunca cruel, mas ríspida, forte, uma fera que luta com unhas e dentes pra defender um ponto de vista construído a duras penas. Ponto de vista que pode não ser o certo, mas é o meu, e uma certeza eu tenho, por mais indelicadas, duras e impositivas que sejam as minhas opiniões e decisões, elas serão sempre pautadas na manutenção do amor como crença primordial, na minha família como expressão maior dessa crença, e das emoções como as mais puras manifestações do ser humano.
Alguns parágrafos para dizer que aprendi mais uma coisa este ano, que preciso ser respeitada não importa o que, ou quem. Porque dedico muito respeito às pessoas ao meu redor, até porque amo as pessoas, são objetos do meu desejo, da minha curiosidade, da minha construção e do aprender diário que valorizo tanto. Não passo de um quarto de século, mas sei do caminho que percorri, e sei do que move o mundo positivamente, isso eu sei, e se chama respeito. Enquanto você cuidar da sua vida direitinho, não tentar palpitar ou meter seus dedos na minha, enquanto você me respeitar como mulher, mãe, profissional, como ser humano que te respeita, terás o melhor de mim, caso contrário não me venha com tentativas vãs de assoprar feridas, eu até perdôo, mas custa, e antes do perdão virão as emoções, o mais puro instinto de um animal ferido.
Ah! Feliz ano novo, acabou o carnaval, chega de lenga lenga e vamos ao que interessa, um ano cheio de aventuras, desventuras, mas acima de tudo, de amor e de descobertas.
E a música de hoje é:
Filha ao romper de feridas busquemos somente remédios que possam curá-las! Nossa compromisso deve ser uexclusivaemnte com a felicidade! Amo-te por tudo mais!