Sinto o cheiro da tua chuva
Da tua comida o sabor
Vejo impressas em meu corpo
Tuas cores e teu calor
Ouço batuques fortes
do carimbo e do siriá
Ergo-me e seguro a saia
Danço lembranças a rodar
Belém de onde vim
Pará pra onde eu vou
O ar cheiroso que eu respiro
Minha terra, meu amor
Sou pura e simples saudade
da minha Belém do Grão Pará
Nesta ou n’outra cidade
Minha pátria, meu rio, meu lar.
Ju Maués (27 de junho de 2011)
Chega essa época do ano e meu coração bate muito mais acelerado, começo a sonhar com os dias de recarregar as baterias, de matar a saudade, de sentir de novo cheiros e sabores que só a minha terra pode me proporcionar. Tento me enganar, ludibriar a saudade e a vontade de estar lá todo o santo dia pra ver o amanhecer mais bonito que existe no mundo, no meu mundo, nos pedaços de mundo que meus olhos já viram, que meus sentidos já sentiram. Sou a saudade em pessoa, amo aquela terra, aquele sabor que só o Pará tem: gente boa, gente feliz, gente efusiva, minha família, meus amigos… os meus. E em julho, eu vou viver, vou respirar minha terra e a minha gente.
E eu cheinha de amor, carinho e mimos pra ti!
É lindo como escreves… por ti e por tudo isso que versas, tb adoro estar lá!!
Ju, estamos te esperando. Ah, a galera da Bolívia já chegou. Bjks
Quando chegas? Aqui tudo tem tanto a tua cara. Te vejo em muitas imagens congeladas no cotidiano da mangueirosa. Não vejo a hora das minhas visões se materializarem. Cheiro.