Mademoisinha, loas ao meu caminho…

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Canções de amor que me aquecem o coração…

Novembro 10, 2009 · 2 Comentários

Sou, como vocês já devem ter notado, amor por todos os lados, transpiro amor, meus sentidos pedem amor, eu faço amor com intensidade, eu amo amar, enfim, esse é o verbo que eu melhor conjugo, com certeza!

Por isso, e por estar um pouco mais sensível essa semana, morrendo de saudade do sujeito da minha vida, resolvi postar aqui uma lista de 10 músicas que eu amo, e que falam de amor. Música move minha vida e acho que podemos facilmente nos traduzir em música e fazer a trilha sonora de nossas vidas… algumas já me foram dedicadas, outras eu já dediquei à minha filha, ao meu amor, à minha mãe, às minhas amigas… enfim, falando em música e amor:

1- A mulher que eu amo – Roberto Carlos

Ele é rei e ninguém, ninguém fala de amor melhor que ele, e qualquer mulher adoraria receber uma declaração dessas.

” A mulher que eu amo tem a pele morena, é bonita é pequena e me ama também, a mulher que eu amo tem tudo o que eu quero e até mais do que eu espero encontrar em alguém…”

2- Something – The Beatles (George Harrison)

Delicada, suave e apaixonada, ai ai… Beatles!

“Something in the way she moves Attracts me like no other lover, Something in the way she woos me, I don’t want to leave her now You know I believe and how…”

3- Your Body is a wondwerland – John Mayer

A conheci essa semana, é descontraída, dessas que dá vontade de fazer coisas…

“Cause if you want love We’ll make it, Swimming a deep sea Of blankets…”

4- Me haces bien – Jorge Drexler

Primeira música que a mim foi dedicada pelo Eduardo, não é uma declaração de amor rasgada, mas quer se sentir melhor do que fazendo o bem à alguém?

“Te quiero de mil modos, te quiero sobre todo, me haces bien…”

5- Depois de ter você – Adriana Calcanhotto

Essa é rasgada, poesia romântica pura e simples, dessas que te faz chorar as dores, os prazeres e os desprazeres desse sentimento que avassala. (toprofundahoje)

“depois de ter você pra quê querer saber que horas são, se é noite ou faz calor, se estamos no verão, se o sol virá ou não…”

6- A sua – Marisa Monte

Eu poderia citar, muitas músicas dela, mas essa chega a ser um desabafo, uma conversa informal que eu poderia ter por telefone ou por email com o eduardo…

“eu só quero que você saiba que estou pensando em você, agora e sempre mais, eu só quero que você ouça a canção que eu fiz pra dizer que eu te adoro cada vez mais e que eu te quero sempre em paz…”

7- Último Romance – Los Hermanos (Rodrigo Amarantecasacomigo?)

É linda e não é clichê (tá eu amo clichês também), e na voz do Amarante derrete qualquer mulher… se o Eduardo gostasse/soubesse cantar ficaria muito mais linda, mas ele não é dado à isso. hahaha comcerteza

“…e até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei…”

8- O meu amor – Chico Buarque

Essa de fato me faz suspirar, me contorcer, me morder e querer sair me auto-gostosando.

“eu sou sua menina viu, ele é o meu rapaz, meu corpo é testemunha do bem que ele me faz…”

9- Bwana – Rita Lee

Talvez a mais descontraída, adolescente, paixonite aplicada.com.br, mas fofíssima e eu AMO!!!

“Bwana bwana, me chama que eu vou, sou sua mulher robô, teleguiada pela paixonite… bwana bwana, teu desejo é uma ordem, te satisfazer é o meu prazer…”

10- Vou te levar – Lobão

A melodia é linda, a canção é daquelas que tu fecha os olhos e vai balançando a cabeça e lembrando de cada momento do melhor amor que já viveste…

“…retratos estampados do nosso amor em preto e branco pregados na parede revelando pra sempre a gente e o nosso orgulho um do outro, olhando pra lente, como quem dissesse não queremos mais nada nesse mundo…”

P.S. Não é uma lista fixa e imutável, coloquei meus favoritos de sempre, mas dos mesmo eu poderia citar umas 10 de cada, então deixo claro que essas são as que, no momento, estão mais presentes em mim pra falar de amor… caberiam ainda vários como fábio junior, cássia eller, cazuza, radiohead, the pretenders, no doubt, mas não vou colocar tudo aqui, outro dia faço mais listinhas.

 

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Homem é sim mal-necessário

Outubro 28, 2009 · 1 Comentário

Lá estava eu ontem, deitada em minha cama, tentando arduamente pregar os olhos e prevendo a noite que teria com a Maitê, quando os pensamentos começaram a brotar em minha cabeça. Isso para mim é uma verdadeira tortura! Forma-se imediantamente um caderno em minha mente e eu vou montando o texto, com estrutura certinha, as palavras certas no lugar certo e enquanto escrevo internamente vai me dando uma angústia, preciso levantar e buscar um caderno de verdade senão amanhã esqueço tudo e… bom, essa história vocês já sabem. O pior é que ontem os pensamentos que me tomavam eram do tipo que rendem páginas e páginas do meu caderninho imaginário, e eu não parei de pensar um segundo até a primeira acordada da Maitê. Homens, por que são tão previsíveis, clichês, chatos, pretenciosos, autoritários, e nós os amamos tanto?

Eu lembrava de cada ponto que me irrita no sexo masculino e no machismo que os permeia invariavelmente, em uns menos e em outros mais, pensava nos detalhes que os fazem tão prepotentes e no jeito como nos subestimam e nos diminuem. Sim eles têm muitas qualidades, individuais, o meu homem tem várias qualidades maravilhosas e o teu ou o dela outras, com relação às qualidades eles são diferentes entre si, mas com relação aos defeitos eles são iguaizinhos, os mesmos defeitos em sua maioria e eles se acham ótimos justamente por isso… ai meus sais.

Vejam se vocês se identificam com alguma dessas situações que eu aqui colocarei:

1. é dia dos namorados, ou aniversário de casamento/namoro/primeiro beijo, qualquer uma das datas importantes para o casal. Você está há uma semana se preparando, pensando no que vai fazer, que roupa vai usar, que presente vai comprar, tudo. E ele? O animal nem se manifesta, chega o dia e é como se nada tivesse acontecendo. Você vai lá, entrega uma cartinha, faz um café/almoço especial jurando que o jantar será por conta dele, daí com o passar do dia sua expressão facial vai murchando, de cara feliz e contente vai decaindo até chegar a uma expressão de desprezo total. Chega pertinho dele e pergunta o que ele está preparando para o jantar, já que são 18horas e você não recebeu nem um carinho na cabeça. Ele diz com a cara mais lavada do mundo que não preparou nada, que aquela é só uma data para gastar dinheiro, que as mulheres fazem com que pareça o próprio dia do casamento, que homem não se liga nessas coisas mesmo e bla bla bla. Um discurso chato e frio típico de quem não valoriza o romantismo. Ou então, na melhor das hipóteses, diz com uma cara de pau que lhe é peculiar que é claro que ele estava preparando alguma coisa, vocês vão lanchar no cachorro quente da esquina. FELOSDUMAPUTA!

2- Ele vai sair com amigos e lhe diz que estará acompanhado somente de homens, você controla o ciúme, permite a saída e quando ele volta o recebe com  beijinhos. Ao ser questionado sobre como foi a noite ele diz: Foi mais ou menos, ficamos num barzinho tomando um chopp (até 5 da manhã?)! Você engole com a desconfiança que nos é característica e aos poucos, consultando daqui e dali descobre que ele ficou no barzinho só até à 1 da manhã e a partir daí estavam numa danceteria com mais duas amigas. Ele fica todo enrolado e tenta se explicar, ainda acha que você não tem o direito de tantos questionamentos. Tá, deixa passar, se ele pode eu também posso. Posso? CLARO QUE NÃO! Porque homem se faz esse tipo de coisa tá se divertindo com os amigos, e mulher se faz é safada mesmo. PRACIMADEMIMNÃO!

3- Quando vocês conversam sobre o passado ele nunca gosta de falar ou ouvir, você se abre, saiu mesmo com os homens que quis, vários, se divertiu, aliás, você não costuma esconder nada, e ele? De posse de todas as informações que você inocente concedeu a ele vira e mexe o carcará faz brincadeirinhas, ironias e joguinhos com o seu passado. Viu o que dá ser sincera? MELHORMENTIR

4- Se ele precisa de roupas novas, vai lá e compra a fusel, váaarias, muitas, de cores e estilos diferentes, sem dó de gastar. Mas se você quer um sapatinho novo, é um chororô dos infernos, as prioridades são outras, mês que vem compramos, etc. ladainha, etc. Você desiste da compra é claro, e quando sobrar um dinheiro e você estiver sozinha vai lá e compra escondido mesmo, ele nunca vai saber… COMOSÃOINOCENTES

listei apenas quatro deixando fluir pelos dedos raivinhas que, acredito eu, todas as mulheres sentem, se não essas, outras da mesma alcunha. é importante dizer que mesmo com todas as mazelas, amo o sexo oposto, quero tê-lo sempre por perto, e se um dia esse casamento acabar (oxalá que não pois eu amo meu imperfeito), caso sim de novo porque sem eles somos incompletas.

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Sobre os quilos sobresalentes

Outubro 22, 2009 · 1 Comentário

Na última terça-feira, 20 de Outubro, a revista New Scientist divulgou os resultados de um estudo que concluiu que a mulher do futuro sou eu! Mais baixinha, gordinha, fértil e com o coração mais saudável para amar e cometer diversos excessos sentimentais. Eu sempre soube que sou à frente do meu tempo.

Ser gordinha tá na moda, né? Vi em vários programas de televisão essa semana um grupo de gordinhas falando de moda e comportamento, e sobre o real padrão fisíco da brasileira. As modelos magras, sem barriga, “sem celulite”, com tudo no lugar são a excessão, a regra somos nós. Gostosas, baixinhas, gordinhas e mais férteis. Mulheres de verdade.

Não vou me ater aos detalhes da pesquisa, mas sim nas conclusões que eu tirei a partir dela. Sempre tive problemas com peso, brigo com a balança desde que tenho 7 anos de idade, é mole? Já fui dos 58 aos 86kg, e sempre passando por alguma crise existencial. Mas há uns anos atrás, quando me vi magérrima pela primeira vez e doente, descobri que o importante é estar saudável e de bem consigo. Hoje com 66kg estou plenamente satisfeita e o motivo: amor próprio. Vejo essas lutas pelo corpo perfeito, mulheres malhando 3 horas por dia, tomando anfetaminas, fazendo dietas malucas, e penso: vai trabalhar, ralar mesmo, vai limpar uma casa, vai criar um filho, vai viver, pombas! – Isso é o que nos faz mulheres saudáveis, de bem com a mente e o corpo e mais bonitas pra nós mesmas, o que de fato interessa. Não é a capa da revista a mulher mais linda do mundo, é você, gorda ou magra, branca ou preta, alta ou baixa, mas você cheia de vida e saúde e com motivos para ser feliz.

Falou a que precisa perder 5 kg.

mulheres de verdade - comercial dove

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Sobre as Maitês e eu…

Outubro 14, 2009 · 3 Comentários

Minha filha chegou à mim num momento de descobertas, quando soube que estava grávida experimentava o amor homem/mulher há somente 5 meses, era muita informação para o auto dos meus 21 anos. Estava louca numa entrega de paixão, de olhos vendados para qualquer coisa que envolvesse razão, e agora precisava me entregar para a tal maternidade, acabou sendo muito natural e gostoso, porque tinha/tenho um companheiro que comprou a novidade comigo. O nome escolhido para nosso fruto foi Maitê, em basco significa Amável e me agrada pensar que o nome influencia diretamente na personalidade do nominado, acredito que ela será uma amável criatura. Até então a escolha do nome nada tinha a ver com a atriz Maitê Proença, linda, de uma delicadeza única, mas uma atriz, né? Quando, EU, nominaria minha filha por uma atriz? Logo eu, cheia das nove horas.

Nasceu minha menina amável com um grave problema de saúde que me rendeu um mês de incansáveis batalhas na UTI NEONATAL, não sei como seria essa passagem se não tivesse meu amor Eduardo e minha guerreira mãe, foram sucessivos sustos que só acalmavam quando minha mãe vinha com alguma surpresinha pra me fazer desligar dos problemas. Era véspera de Natal, e minha mãe arranjara presentinhos pra nos fazer relaxar, vários deles eram livros, um deles intitulado “Uma Vida Inventada – memórias trocadas e outras histórias”. Quem disse que eu tinha interesse em leitura naquele momento? Eduardo leu e disse “Morena tu vai adorar o livro” e nele nasceu uma admiração pela autora da obra, a atriz Maitê Proença. Se ele que é cabeça-dura e nerd assumido disse que é bom, é porque deve ser. Assim que eu tivesse tempo e paciência leria.Um parêntese sem parêntese: eu sempre fui fascinada por livros, mas cheia de preconceitos, frescura certamente, até uma defesa de quem não conhece tanto quando pensa que conhece, enfim. Por isso fiquei de certa forma reticente com o livro

capa - uma vida inventada

capa - uma vida inventada

A nossa Maitê saiu da UTI, ficou linda e saudável, me dando cada dia mais alegria e trabalho e agora, um dia desses, durante o sono da neném, resolvi pegar na estante o livro vermelho da mulher que tem o nome da minha filha, comecei a ler, uma página, duas, três, dez, fui vigiar o sono da neném. Sabe quando acontece uma identificação automática? Coisa de palavras certas que te comovem e lembram do que você tem por dentro? Você lê uma coisa e pensa, se eu conseguisse escreveria exatamente isso… olha, to apaixonada pela mulher, uma mulher normal, de verdade, que me faz pensar que eu sou maravilhosa também… cheia das minhas contradições, dos vícios, das virtudes, da paixões, da incongruência, das malícias, da loucura, da falta de racionalidade, de tudo o que eu tenho de mais correto e de mais errado também.

Não havia melhor nome para minha filha! Uma mulher que eu passei a admirar por causa da minha filha, por causa do nome, por causa de mim, não sei bem…

Palavras dela que faço minhas: “Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só, o sangue me corre quente, sou da briga e quero brincar, dou risada alto, falo baixo, tenho explosões de alegria e fico muito, muito triste. (…) Quando a gente perde a delicadeza de se deixar mobilizar pelo entorno e recupera isso depois, o valor dos sentimentos se eleva. E pega-se gosto na brincadeira – já que não mata quero despencar em vertigem de dor até o fundo do poço, e quero subir gargalhando até o infinito supremo, e quero me largar nesse amor feito uma canoa no mar, e quero e quero e quero mais. O sentimento intenso te bota no presente com a força de um soco cósmico.”

Será que todas as Maitês são maravilhosas como minha filha e a Proença?

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a que quer fazer a diferença…

Setembro 3, 2009 · 4 Comentários

Fui o tipo de adolescente insegura, mas para os outros mostrava sempre que me achava, que era modernosa, independente e coisa e tal. Pura capa, naquela idade eu nem sabia quem eu era, fazia e desfazia coisas que não deveria, mas no final das contas foram o start pra minha descoberta. A única coisa que não mudou em mim foi a vontade de fazer a diferença. Como assim?!? Naquela época nem eu sabia, mas não queria passar despercebida.

Hoje, mudados alguns conceitos, prioridades e preferências, agreguei novos valores e aos poucos vou me achando, achando aquilo que tava perdido dentro da vontade de fazer a diferença. Há nove meses atrás nasceu a Maitê, ela sim é a grande responsável pela maior parte das mudanças em mim, é pra ela no final das contas que eu quero fazer a diferença. Quero que ela me perceba uma grande mulher, forte, determinada, um exemplo de mãe, profissional, esposa, essas coisas que eu vejo também na minha mãe.

SESSÃO DESABAFO:

Esses dias ando sentindo uma mega angústia, sensação de emburrecimento, futilidade, de ter parado no tempo, de não ter dado continuidade aos meus projetos profissionais, de ter perdido inspiração e de não ter nenhum objetivo para alcançar, entendem? Preciso voltar a estudar logo, estudar, conhecer coisas novas, ver gente diferente, exercer a curiosidade e vontade de ganhar o mundo que sempre tive.

Quero ser orgulho pra Maitê e pro Eduardo, fazer eles verem que sou muito inteligente e tenho muito à acrescentar à eles e ao mundo, não quero ficar só em casa, até amo muito cuidar deles e do que é nosso, mas quero cuidar de mim, quero me sentir mais mulher, mais rica de conhecimento e realizar os sonhos da Juliana, aquela de sempre…

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Minha Belém revisitada

Julho 28, 2009 · 5 Comentários

 

Fiz uma viagem, a melhor de toda a minha vida, viagem de férias, viagem de volta às origens. Voltei à Belém para rever família e amigos, aqueles que sei que posso contar a qualquer momento, estavam todos lá, exatamente como os deixei, cheios de disposição e amor para compartilhar, um verdadeiro carregador de baterias. Além de todas as saudades que vim matar, vim recuperar algumas lembranças, algumas relações, vim ter certeza de minhas escolhas e descobrir que amo muito essa terra, mas meu lugar é lá, onde mora meu coração.

Tentei apreciar cada segundo na minha Belém, acordei de manhã cedinho todos os dias, não só por querer, mas por requisição da minha filha, acordávamos para ver o sol brilhar às 6 horas da manhã, nunca vi manhã tão linda. Passeei todos os dias, visitei pontos turísticos e figuras amadas, redescobri minha cidade. Mostrei pra Maitê coisas que ela ainda não vai entender, mas sentiu com certeza, o sabor do sorvete de tapioca, do açaí, colos de pessoas com as quais ela não conviverá, mas saberá que por elas é amada, o ventinho de final de tarde na Casa das Onze Janelas, e a brisa da bucólica mosqueiro. Tudo o que eu vivi muito e jamais vou esquecer, são lembranças sempre presentes de lugares que nunca quero deixar de visitar.

esse rio que é minha rua

esse rio que é minha rua

O mais forte sentimento que me acometeu durante essa viagem foi aquele que eu vim buscar, a certeza de que todas as minhas escolhas foram certas, por mais impulsivas e instintivas, que todas as minhas decisões são fruto de um amor que não se mede, o amor que sinto por minha família, a que comecei a construir no momento em que conheci o Eduardo, o homem que escolhi para dividir minha vida. Nossa filha foi o melhor presente e é nosso maior orgulho, tudo o que fizermos será para ficarmos mais felizes e para nunca mais termos que ficar tanto tempo longe.

O passeio foi ótimo, mas tô voltando pra casa, minha casa é o nosso amor… Meu, teu e da nossa filhota. Te amo.

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minhas realizações…

Junho 26, 2009 · Deixe um comentário

Muito tempo depois do último post passo aqui rapidola para deixar registradas algumas coisinhas que pulsam em meu coração cheio de amor!

Em minha cabeça, em meu corpo, em meu coração, em mim todinha pulsam vários pensamentos, saberes e desaberes, quereres e não quereres, ansiedades e quietudes, sou um poço de pulsações… As que mais têm se revelado por enquanto – e tomara que seja assim na maioria das vezes – são as pulsações positivas, cheias de instinto como é minha marca registrada, cheias da minha ansiedade, cheias do meu amor. Vamos às realizações: sou nova tenho muuuuito pra viver, mas sinto que muita coisa de bom se deu em minha vida, acho que os melhores dias dela eu vivo nesse período, a maturidade foi a maior realização até agora, a que mais agregou valores a mim. Fiz tanta coisa nessa vida que no alto (ou baixo?) dos meus 20 e poucos anos sei que experimentei várias coisas, as que quis e as que não quis também, a sensação de amar a cada semana uma pessoa diferente, o choro após uma briga com meus pais, a felicidade de passar no vestibular,  a angústia do recomeço, a felicidade do recomeço, o amor incondicional à minha mãe, o espelho que descobri no meu pai, a relação maravilhosa com minha irmã, o cuidado com meu irmão, o amor de um homem só, o meu, e a mais excepcional sensação: o amor da maitê!

Esse post vem na verdade pra dizer que não importa quanta coisa passou e nem o que há de vir, e sim como você experimenta tudo isso, o que você tira de cada situação. Eu escolho a parte boa, sempre…

 

INDO PRA BELÉM PASSAR FÉRIASSSSS!!!

MÔ, meu coração e o da filhota vão sentir tua falta cada segunda, mas vamos aproveitar tudo e voltar te amando ainda mais!

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Reflexão: meu primeiro dia das mães

Maio 7, 2009 · 4 Comentários

Há um ano e meio atrás eu recebia carinhos melosos da mamãe e advertências maternas dessas que dizem “quando fores mãe entederás”. Minhas respostas à essas pérolas de Dona Auxiliadora quase sempre eram recheadas de caretas e “dar de ombros”, aquelas coisas tipo “tsc tsc”, “ahaaaam”, “tá tá”, entre outros sinais de desdém.

Eu nunca pensei que esse curto período de tempo pudesse mudar tanto a vida de uma pessoa, no meu caso para muito melhor. Não digo isso por não ter que conviver com os tiques da minha mãe, até porque eu sinto falta deles e ainda os recebo por telefone, mas digo isso pela mudança de minhas resposta à ela ou, no mínimo, pela mudança dos meus pensamentos com relação à todos esses vícios que a maternidade nos traz.

Maitê é a causa dessa mudança, algo que beira o amadurecimento, só beira… Por ela e com ela eu descobri, ou aprendi, que minha mãe é a mais sábia das mulheres, dona de um amor incondicional que eu desdenhei diversas vezes e hoje sinto tal e qual. Tenho vontade de beijar, cheirar e acarinhar minha filhota o tempo todo, por enquanto ela gosta; cuido cada passo e ele agradece com as mais belas gargalhadas e gritinhos; dou bronca quando ela chora birrenta e ela ri da minha cara; dou colo, acordo de madrugada e velo o sono da minha anjinha. Pois é, sou mãe e cheia de vícios, o principal é a Maitê.

Esse texto é para agradecer À minha mãe por cada palavra, gesto e cuidado, dizer que ela é a melhor mãe do mundo, e que sinto falta de tudo todo dia. Sou a mulher mais feliz do mundo e devo tudo à ela, ao que ela me ensina e me proporciona até hoje. DONA AUXILIADORA: QUERO CHEGAR AO SEU DEDINHO DO E SER UMA BOA MÃE PORQUE A SENHORA É MARAVILHOSA!!!

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FELICIDADE REAL

Março 24, 2009 · 5 Comentários

Ela sabia que estava sendo observada por olhos curiosos, mas não temia, como foi a vida inteirinha.O que a princesa queria mesmo era a diversão daquela música, daquele seu dançar solitário e revigorante. Cada passo era algo que ia embora, um alívio, em cada gota de suor um ml de quaisquer angústias. Satisfez-se assim entre uma cerveja e outra.No dia seguinte a dor de cabeça a fazia lembrar-se da efêmera diversão, daquilo que ela achava que era felicidade. Não havia bateria cerebral que a fizesse esquecer-se da rotina que a esperava e que ela achava que a estava consumindo, então a princesa começou a viver, conformada, mais um dia em seu reino. Tomou nos braços a boneca de porcelana que mais amava, sentiu o beijo do príncipe que noite passada a olhava curioso e reprovador, no castelo da família real tocava uma música que princesa e príncipe gostavam, então eles se olharam, nada mais. Ela percebeu, com a boneca nos braços e seu rapaz deitado a seu lado, que aquilo sim era felicidade. Viu a beleza da rotina, a felicidade e o amor que não precisavam de palavras, estavam em cada partícula daquela atmosfera em que eles viviam e respiravam. Lembrou-se então da noite anterior e da tal felicidade que sentira, quanta bobagem! Chegou à conclusão de que aquilo tudo era nada perto da satisfação que seu dia-a-dia a proporcionava naquele castelo de amor onde vivia com o príncipe e a boneca de porcelana que tanto amava. Foram, são e serão felizes para sempre…

felicidade real

felicidade real

p.s. ainda não tínhamos nossa boneca quando fizemos essa foto… rs

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Se sangue não é feito de história…

Novembro 17, 2008 · 7 Comentários

Hoje vou contar uma história de amor, acho que desde sempre sou adepta de histórias de amor. Lindas, intensas e cinematográficas. O romance que tentarei resumir agora foi a primeira história de amor que eu vivi.

Era uma vez minha mãe e eu, aliás, era uma vez uma menina com outra no colo e até então para elas amor era só aquilo. Era na mesma vez um rapaz na flor da idade, das idéias e das ideologias, hoje eu sei como ele foi/é corajoso. Minha mãe sempre foi essa mulher encantadora, cheia de sonhos e energia, queria estudar, crescer e me criar para ser sua melhor amiga, acho que conseguiu. Ele queria estudar e fazer a diferença, mas se apaixonou nos bancos da universidade, paixão dupla: a morena e a moreninha. Dado o ultimato, feito o pedido de namoro, a resposta da mamãe foi tal que ninguém imaginava que ele aceitaria. “Para me namorar tem que namorar primeiro a minha filha”. E deu-se o amor…

Assim começa a história de amor entre meu pai e eu. Da minha parte foi criado um verdadeiro fascínio por ele, desde que eu me lembro por gente meu exemplo tem nome e sobrenome: Ronaldo, o meu PAI! Ele me ensinou o amor por um homem, me ensinou o respeito e a honestidade, me de a família mais amada que eu poderia ter e me mostrou que eu sou importante.

Foi com ele que eu aprendi quem foram os Beatles, foi com ele que eu entendi que não importava quem eu seria quando crescesse e sim a felicidade que, ele estava certo, me esperava. Um homem honesto e de palavra, que nunca ninguém dirá que não é o meu pai.

o avô da minha filha

o avô da minha filha

p.s. como melhor pai do mundo que foi, aposto que será o melhor avô que minha filha poderia ter.

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