Mademoisinha, loas ao meu caminho…

Entradas categorizadas como ‘Eu e as Pessoas’

Poema Feminino (autor que eu desconheço)

Novembro 24, 2009 · Deixe um Comentário

Recebi por email e achei um barato, pelo sentido da coisa, tudo verdadeiro, e absolutamente verdadeiro!

Que mulher nunca teve um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?
Que mulher nunca tomou um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?
Que mulher nunca sonhou com a sogra morta, estendida
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?
Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?
Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?
Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade
Ou, um canalha por saudade?
Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Que ‘dele’ não lembra nem o nome?

E por fim as máximas:

“Homem dando sopa, é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres.”
“Mais vale um cara feio com você do que dois lindos se beijando. “
“Se todo homem é igual, porque a gente escolhe tanto???”
Príncipe encantado que nada…. Bom mesmo é o lobo-mau!!
Que te ouve melhor…
Que te vê melhor…
E ainda te come!!!


Categorias: Eu e as Pessoas · M de macha! · all that stuf... · aqueles com o pepino entre as pernas

eu e o salto alto

Novembro 18, 2009 · 4 Comentários

Eu sei que salto alto é uma peça indispensável para as mulheres, mas só para certas ocasiões, tipo uma festa chic mesmo, casório, debut, formatura, sei lá… Este texto chega aqui para mostrar o quão desastrosa é minha relação com esse acessório feminino. Acho impressionante como existem mulheres que o usam até para ir ao cinema, ou para sair para dançar, ME POUPE! Será que eu que sou só uma desclassificada ou alguma mulherzinha vem aqui concordar comigo, eu acho uma verdadeira tortura salto alto, e sim, eu tenho UM no meu armário. Só para ocasiões especiais. Justificarei essa relação desastrosa contando uma historinha verídica e minha… Senta que lá vem história!

Eu sempre fui meio espalhafatosa, desastrada, sem coordenação, espaçosa, enfim, mas sou muito legal e é isso que importa. Não seria espantoso me ver caindo num tropeço ou derrubando alguma coisa, esse fato é só mais um dos meus desastres. Minha família se preparava para o casamento do meu tio mais novo, ou seja, uma senhora festa com direito a tudo do mais legal e divertido, credo eu só pensava na festa. Daí, empresta vestido daqui, empresta dali, me arrumaram um traje lindo, jovem, fashion, porém que PEDIA um salto alto. Tá, vá lá, uma vez por ano eu achei que seria capaz. Minha mãe me levou à uma loja de sapatos e escolhemos um lindo, devia ter seus 10 cm, fiquei me sentindo a mulher mais alta do mundo, com as pernas da Ana Hickman e a classe da Narcisa Tamborindeguy, enfim, gata garota. Ia dar merda!

Nos arrumamos para a festa com um cabeleleiro bem afetado, desses que eu adoro. Ele me fez um penteado super fahsion night of fervor, aqueles rabos de cavalo com topetinho, coisa de louco. A maquiagem era básica porque essa pele aqui não pede muitos reparos, AI ELA SE ACHA. E assim fui me vestir, claro que deixei o sapato por último, só na hora de ir pro carro. Calcei o tal do salto, entrei no carro e até aí tudo bem. Cheguei na igreja andando parece uma pata, já estava sentindo um enorme desconforto e desconfiando que todos estavam a apreciar meu modo peculiar de andar, falei com umas duas pessoas e sentei de novo, aquilo não podia dar certo. A cerimônia foi rápida e eu fiquei sentada o máximo de tempo possível, prevendo o que aconteceria na festa, não percam por esperar. rs

Chegamos na festa. Cumprimentos daqui e dali, fala com os 14 tios, os mais de 3o primos, dá uma olhada nas mesas, e espera os noivos, estes só chegaram mais ou menos uma hora depois, tudo bem, a cada oportunidade eu dava uma sentada. Minha cabeça só pensava na hora que iam distribuir a lembrança que eu já sabia qual era: um par de havaianas personalizadas!Mas também sabia que isso só aconteceria depois da valsa, do jantar, essas coisas. Eu ia tentando me virar em cima daquela coisa e sorrindo sempre.

Havia na festa aqueles quiosques de drink fazendo coisas maravilhosas, as quais eu nem pensava em provar de salto alto, eu tentava de alguma forma me manter normal, mas estava me sentindo mal mesmo, tinha náusea, os pés doíam, o andar tava torto e eu achei que fosse desmaiar. Sim gente, a agonia chegou a esse extremo. Fui pra perto da minha mãe, pois suava frio, estava desequilibrada, e sabia que qualquer que fosse o vexame ela me apoiaria. Cheguei perto e disse:

-Mae, to passando mal, vou cair, to tonta, minhas pernas estão tremendo, me AJUDA.

Sabem qual foi a resposta?

-Ju, tenha postura, quantos drinques tu já tomaste?

Daí eu não me controlei, sentei e disse:

-Mãe, não tomei nenhum drinque ainda, é esse salto alto que tá me fazendo tremer nas bases, me ajuda, pede logo a havaiana de brinde pra mim.

E assim, me cederam a Havaiana que era uma surpresa e eu estraguei, minhas primas que passavam pela mesma situação foram lá e se renderam às havaianas também, só algumas dondocas me olhavam com cara de pouco caso. A partir desse momento me senti livre para ir tomar os coquetéis deliciosos e andar normalmente pelo salão. Sandálias rasteiras para mulheres sofisticadas e que primam pelo conforto.

É minha gente, eu sei que tenho fama de gostar do “mé”, mas eu não soudescontrolada, o que me tirou do controle aquele dia foi mesmo o tal do salto alto, que algumas mulheres insistem em dizer que glamuriza. A mim não glamuriza, só aterroriza, eu diria que fico mais glamurosa com um par de havaianas e um coquetel de morango na mão, ahhh se fico!

Categorias: Eu e as Pessoas · all that stuf... · quando eu crescer eu quero ser...

Canções de amor que me aquecem o coração…

Novembro 10, 2009 · 2 Comentários

Sou, como vocês já devem ter notado, amor por todos os lados, transpiro amor, meus sentidos pedem amor, eu faço amor com intensidade, eu amo amar, enfim, esse é o verbo que eu melhor conjugo, com certeza!

Por isso, e por estar um pouco mais sensível essa semana, morrendo de saudade do sujeito da minha vida, resolvi postar aqui uma lista de 10 músicas que eu amo, e que falam de amor. Música move minha vida e acho que podemos facilmente nos traduzir em música e fazer a trilha sonora de nossas vidas… algumas já me foram dedicadas, outras eu já dediquei à minha filha, ao meu amor, à minha mãe, às minhas amigas… enfim, falando em música e amor:

1- A mulher que eu amo – Roberto Carlos

Ele é rei e ninguém, ninguém fala de amor melhor que ele, e qualquer mulher adoraria receber uma declaração dessas.

” A mulher que eu amo tem a pele morena, é bonita é pequena e me ama também, a mulher que eu amo tem tudo o que eu quero e até mais do que eu espero encontrar em alguém…”

2- Something – The Beatles (George Harrison)

Delicada, suave e apaixonada, ai ai… Beatles!

“Something in the way she moves Attracts me like no other lover, Something in the way she woos me, I don’t want to leave her now You know I believe and how…”

3- Your Body is a wondwerland – John Mayer

A conheci essa semana, é descontraída, dessas que dá vontade de fazer coisas…

“Cause if you want love We’ll make it, Swimming a deep sea Of blankets…”

4- Me haces bien – Jorge Drexler

Primeira música que a mim foi dedicada pelo Eduardo, não é uma declaração de amor rasgada, mas quer se sentir melhor do que fazendo o bem à alguém?

“Te quiero de mil modos, te quiero sobre todo, me haces bien…”

5- Depois de ter você – Adriana Calcanhotto

Essa é rasgada, poesia romântica pura e simples, dessas que te faz chorar as dores, os prazeres e os desprazeres desse sentimento que avassala. (toprofundahoje)

“depois de ter você pra quê querer saber que horas são, se é noite ou faz calor, se estamos no verão, se o sol virá ou não…”

6- A sua – Marisa Monte

Eu poderia citar, muitas músicas dela, mas essa chega a ser um desabafo, uma conversa informal que eu poderia ter por telefone ou por email com o eduardo…

“eu só quero que você saiba que estou pensando em você, agora e sempre mais, eu só quero que você ouça a canção que eu fiz pra dizer que eu te adoro cada vez mais e que eu te quero sempre em paz…”

7- Último Romance – Los Hermanos (Rodrigo Amarantecasacomigo?)

É linda e não é clichê (tá eu amo clichês também), e na voz do Amarante derrete qualquer mulher… se o Eduardo gostasse/soubesse cantar ficaria muito mais linda, mas ele não é dado à isso. hahaha cooooom certeza

“…e até quem me vê lendo o jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei…”

8- O meu amor – Chico Buarque

Essa de fato me faz suspirar, me contorcer, me morder e querer sair me auto-gostosando.

“eu sou sua menina viu, ele é o meu rapaz, meu corpo é testemunha do bem que ele me faz…”

9- Bwana – Rita Lee

Talvez a mais descontraída, adolescente, paixonite aplicada.com.br, mas fofíssima e eu AMO!!!

“Bwana bwana, me chama que eu vou, sou sua mulher robô, teleguiada pela paixonite… bwana bwana, teu desejo é uma ordem, te satisfazer é o meu prazer…”

10- Vou te levar – Lobão

A melodia é linda, a canção é daquelas que tu fecha os olhos e vai balançando a cabeça e lembrando de cada momento do melhor amor que já viveste…

“…retratos estampados do nosso amor em preto e branco pregados na parede revelando pra sempre a gente e o nosso orgulho um do outro, olhando pra lente, como quem dissesse não queremos mais nada nesse mundo…”

P.S. Não é uma lista fixa e imutável, coloquei meus favoritos de sempre, mas dos mesmo eu poderia citar umas 10 de cada, então deixo claro que essas são as que, no momento, estão mais presentes em mim pra falar de amor… caberiam ainda vários como fábio junior, cássia eller, cazuza, radiohead, the pretenders, no doubt, mas não vou colocar tudo aqui, outro dia faço mais listinhas.

Categorias: Eu e as Pessoas · all that stuf... · aqueles com o pepino entre as pernas · sentimentalidades

Homem é sim mal-necessário

Outubro 28, 2009 · 1 Comentário

Lá estava eu ontem, deitada em minha cama, tentando arduamente pregar os olhos e prevendo a noite que teria com a Maitê, quando os pensamentos começaram a brotar em minha cabeça. Isso para mim é uma verdadeira tortura! Forma-se imediantamente um caderno em minha mente e eu vou montando o texto, com estrutura certinha, as palavras certas no lugar certo e enquanto escrevo internamente vai me dando uma angústia, preciso levantar e buscar um caderno de verdade senão amanhã esqueço tudo e… bom, essa história vocês já sabem. O pior é que ontem os pensamentos que me tomavam eram do tipo que rendem páginas e páginas do meu caderninho imaginário, e eu não parei de pensar um segundo até a primeira acordada da Maitê. Homens, por que são tão previsíveis, clichês, chatos, pretenciosos, autoritários, e nós os amamos tanto?

Eu lembrava de cada ponto que me irrita no sexo masculino e no machismo que os permeia invariavelmente, em uns menos e em outros mais, pensava nos detalhes que os fazem tão prepotentes e no jeito como nos subestimam e nos diminuem. Sim eles têm muitas qualidades, individuais, o meu homem tem várias qualidades maravilhosas e o teu ou o dela outras, com relação às qualidades eles são diferentes entre si, mas com relação aos defeitos eles são iguaizinhos, os mesmos defeitos em sua maioria e eles se acham ótimos justamente por isso… ai meus sais.

Vejam se vocês se identificam com alguma dessas situações que eu aqui colocarei:

1. é dia dos namorados, ou aniversário de casamento/namoro/primeiro beijo, qualquer uma das datas importantes para o casal. Você está há uma semana se preparando, pensando no que vai fazer, que roupa vai usar, que presente vai comprar, tudo. E ele? O animal nem se manifesta, chega o dia e é como se nada tivesse acontecendo. Você vai lá, entrega uma cartinha, faz um café/almoço especial jurando que o jantar será por conta dele, daí com o passar do dia sua expressão facial vai murchando, de cara feliz e contente vai decaindo até chegar a uma expressão de desprezo total. Chega pertinho dele e pergunta o que ele está preparando para o jantar, já que são 18horas e você não recebeu nem um carinho na cabeça. Ele diz com a cara mais lavada do mundo que não preparou nada, que aquela é só uma data para gastar dinheiro, que as mulheres fazem com que pareça o próprio dia do casamento, que homem não se liga nessas coisas mesmo e bla bla bla. Um discurso chato e frio típico de quem não valoriza o romantismo. Ou então, na melhor das hipóteses, diz com uma cara de pau que lhe é peculiar que é claro que ele estava preparando alguma coisa, vocês vão lanchar no cachorro quente da esquina. FELOSDUMAPUTA!

2- Ele vai sair com amigos e lhe diz que estará acompanhado somente de homens, você controla o ciúme, permite a saída e quando ele volta o recebe com  beijinhos. Ao ser questionado sobre como foi a noite ele diz: Foi mais ou menos, ficamos num barzinho tomando um chopp (até 5 da manhã?)! Você engole com a desconfiança que nos é característica e aos poucos, consultando daqui e dali descobre que ele ficou no barzinho só até à 1 da manhã e a partir daí estavam numa danceteria com mais duas amigas. Ele fica todo enrolado e tenta se explicar, ainda acha que você não tem o direito de tantos questionamentos. Tá, deixa passar, se ele pode eu também posso. Posso? CLARO QUE NÃO! Porque homem se faz esse tipo de coisa tá se divertindo com os amigos, e mulher se faz é safada mesmo. PRACIMADEMIMNÃO!

3- Quando vocês conversam sobre o passado ele nunca gosta de falar ou ouvir, você se abre, saiu mesmo com os homens que quis, vários, se divertiu, aliás, você não costuma esconder nada, e ele? De posse de todas as informações que você inocente concedeu a ele vira e mexe o carcará faz brincadeirinhas, ironias e joguinhos com o seu passado. Viu o que dá ser sincera? MELHORMENTIR

4- Se ele precisa de roupas novas, vai lá e compra a fusel, váaarias, muitas, de cores e estilos diferentes, sem dó de gastar. Mas se você quer um sapatinho novo, é um chororô dos infernos, as prioridades são outras, mês que vem compramos, etc. ladainha, etc. Você desiste da compra é claro, e quando sobrar um dinheiro e você estiver sozinha vai lá e compra escondido mesmo, ele nunca vai saber… COMOSÃOINOCENTES

listei apenas quatro deixando fluir pelos dedos raivinhas que, acredito eu, todas as mulheres sentem, se não essas, outras da mesma alcunha. é importante dizer que mesmo com todas as mazelas, amo o sexo oposto, quero tê-lo sempre por perto, e se um dia esse casamento acabar (oxalá que não pois eu amo meu imperfeito), caso sim de novo porque sem eles somos incompletas.

Categorias: Eu e as Pessoas · Uma casa verde · all that stuf... · aqueles com o pepino entre as pernas · sentimentalidades

Sobre os quilos sobresalentes

Outubro 22, 2009 · 1 Comentário

Na última terça-feira, 20 de Outubro, a revista New Scientist divulgou os resultados de um estudo que concluiu que a mulher do futuro sou eu! Mais baixinha, gordinha, fértil e com o coração mais saudável para amar e cometer diversos excessos sentimentais. Eu sempre soube que sou à frente do meu tempo.

Ser gordinha tá na moda, né? Vi em vários programas de televisão essa semana um grupo de gordinhas falando de moda e comportamento, e sobre o real padrão fisíco da brasileira. As modelos magras, sem barriga, “sem celulite”, com tudo no lugar são a excessão, a regra somos nós. Gostosas, baixinhas, gordinhas e mais férteis. Mulheres de verdade.

Não vou me ater aos detalhes da pesquisa, mas sim nas conclusões que eu tirei a partir dela. Sempre tive problemas com peso, brigo com a balança desde que tenho 7 anos de idade, é mole? Já fui dos 58 aos 86kg, e sempre passando por alguma crise existencial. Mas há uns anos atrás, quando me vi magérrima pela primeira vez e doente, descobri que o importante é estar saudável e de bem consigo. Hoje com 66kg estou plenamente satisfeita e o motivo: amor próprio. Vejo essas lutas pelo corpo perfeito, mulheres malhando 3 horas por dia, tomando anfetaminas, fazendo dietas malucas, e penso: vai trabalhar, ralar mesmo, vai limpar uma casa, vai criar um filho, vai viver, pombas! – Isso é o que nos faz mulheres saudáveis, de bem com a mente e o corpo e mais bonitas pra nós mesmas, o que de fato interessa. Não é a capa da revista a mulher mais linda do mundo, é você, gorda ou magra, branca ou preta, alta ou baixa, mas você cheia de vida e saúde e com motivos para ser feliz.

Falou a que precisa perder 5 kg.

mulheres de verdade - comercial dove

mulheres de verdade - comercial dove

Categorias: Eu e as Pessoas · all that stuf... · sentimentalidades

Sobre as Maitês e eu…

Outubro 14, 2009 · 3 Comentários

Minha filha chegou à mim num momento de descobertas, quando soube que estava grávida experimentava o amor homem/mulher há somente 5 meses, era muita informação para o auto dos meus 21 anos. Estava louca numa entrega de paixão, de olhos vendados para qualquer coisa que envolvesse razão, e agora precisava me entregar para a tal maternidade, acabou sendo muito natural e gostoso, porque tinha/tenho um companheiro que comprou a novidade comigo. O nome escolhido para nosso fruto foi Maitê, em basco significa Amável e me agrada pensar que o nome influencia diretamente na personalidade do nominado, acredito que ela será uma amável criatura. Até então a escolha do nome nada tinha a ver com a atriz Maitê Proença, linda, de uma delicadeza única, mas uma atriz, né? Quando, EU, nominaria minha filha por uma atriz? Logo eu, cheia das nove horas.

Nasceu minha menina amável com um grave problema de saúde que me rendeu um mês de incansáveis batalhas na UTI NEONATAL, não sei como seria essa passagem se não tivesse meu amor Eduardo e minha guerreira mãe, foram sucessivos sustos que só acalmavam quando minha mãe vinha com alguma surpresinha pra me fazer desligar dos problemas. Era véspera de Natal, e minha mãe arranjara presentinhos pra nos fazer relaxar, vários deles eram livros, um deles intitulado “Uma Vida Inventada – memórias trocadas e outras histórias”. Quem disse que eu tinha interesse em leitura naquele momento? Eduardo leu e disse “Morena tu vai adorar o livro” e nele nasceu uma admiração pela autora da obra, a atriz Maitê Proença. Se ele que é cabeça-dura e nerd assumido disse que é bom, é porque deve ser. Assim que eu tivesse tempo e paciência leria.Um parêntese sem parêntese: eu sempre fui fascinada por livros, mas cheia de preconceitos, frescura certamente, até uma defesa de quem não conhece tanto quando pensa que conhece, enfim. Por isso fiquei de certa forma reticente com o livro

capa - uma vida inventada

capa - uma vida inventada

A nossa Maitê saiu da UTI, ficou linda e saudável, me dando cada dia mais alegria e trabalho e agora, um dia desses, durante o sono da neném, resolvi pegar na estante o livro vermelho da mulher que tem o nome da minha filha, comecei a ler, uma página, duas, três, dez, fui vigiar o sono da neném. Sabe quando acontece uma identificação automática? Coisa de palavras certas que te comovem e lembram do que você tem por dentro? Você lê uma coisa e pensa, se eu conseguisse escreveria exatamente isso… olha, to apaixonada pela mulher, uma mulher normal, de verdade, que me faz pensar que eu sou maravilhosa também… cheia das minhas contradições, dos vícios, das virtudes, da paixões, da incongruência, das malícias, da loucura, da falta de racionalidade, de tudo o que eu tenho de mais correto e de mais errado também.

Não havia melhor nome para minha filha! Uma mulher que eu passei a admirar por causa da minha filha, por causa do nome, por causa de mim, não sei bem…

Palavras dela que faço minhas: “Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só, o sangue me corre quente, sou da briga e quero brincar, dou risada alto, falo baixo, tenho explosões de alegria e fico muito, muito triste. (…) Quando a gente perde a delicadeza de se deixar mobilizar pelo entorno e recupera isso depois, o valor dos sentimentos se eleva. E pega-se gosto na brincadeira – já que não mata quero despencar em vertigem de dor até o fundo do poço, e quero subir gargalhando até o infinito supremo, e quero me largar nesse amor feito uma canoa no mar, e quero e quero e quero mais. O sentimento intenso te bota no presente com a força de um soco cósmico.”

Será que todas as Maitês são maravilhosas como minha filha e a Proença?

Categorias: Eu e as Pessoas · The book is on the table · all that stuf... · maternidade · quando eu crescer eu quero ser... · sentimentalidades

a que quer fazer a diferença…

Setembro 3, 2009 · 4 Comentários

Fui o tipo de adolescente insegura, mas para os outros mostrava sempre que me achava, que era modernosa, independente e coisa e tal. Pura capa, naquela idade eu nem sabia quem eu era, fazia e desfazia coisas que não deveria, mas no final das contas foram o start pra minha descoberta. A única coisa que não mudou em mim foi a vontade de fazer a diferença. Como assim?!? Naquela época nem eu sabia, mas não queria passar despercebida.

Hoje, mudados alguns conceitos, prioridades e preferências, agreguei novos valores e aos poucos vou me achando, achando aquilo que tava perdido dentro da vontade de fazer a diferença. Há nove meses atrás nasceu a Maitê, ela sim é a grande responsável pela maior parte das mudanças em mim, é pra ela no final das contas que eu quero fazer a diferença. Quero que ela me perceba uma grande mulher, forte, determinada, um exemplo de mãe, profissional, esposa, essas coisas que eu vejo também na minha mãe.

SESSÃO DESABAFO:

Esses dias ando sentindo uma mega angústia, sensação de emburrecimento, futilidade, de ter parado no tempo, de não ter dado continuidade aos meus projetos profissionais, de ter perdido inspiração e de não ter nenhum objetivo para alcançar, entendem? Preciso voltar a estudar logo, estudar, conhecer coisas novas, ver gente diferente, exercer a curiosidade e vontade de ganhar o mundo que sempre tive.

Quero ser orgulho pra Maitê e pro Eduardo, fazer eles verem que sou muito inteligente e tenho muito à acrescentar à eles e ao mundo, não quero ficar só em casa, até amo muito cuidar deles e do que é nosso, mas quero cuidar de mim, quero me sentir mais mulher, mais rica de conhecimento e realizar os sonhos da Juliana, aquela de sempre…

Categorias: Eu e as Pessoas · The book is on the table · all that stuf... · quando eu crescer eu quero ser... · sentimentalidades

Minha Belém revisitada

Julho 28, 2009 · 5 Comentários

 

Fiz uma viagem, a melhor de toda a minha vida, viagem de férias, viagem de volta às origens. Voltei à Belém para rever família e amigos, aqueles que sei que posso contar a qualquer momento, estavam todos lá, exatamente como os deixei, cheios de disposição e amor para compartilhar, um verdadeiro carregador de baterias. Além de todas as saudades que vim matar, vim recuperar algumas lembranças, algumas relações, vim ter certeza de minhas escolhas e descobrir que amo muito essa terra, mas meu lugar é lá, onde mora meu coração.

Tentei apreciar cada segundo na minha Belém, acordei de manhã cedinho todos os dias, não só por querer, mas por requisição da minha filha, acordávamos para ver o sol brilhar às 6 horas da manhã, nunca vi manhã tão linda. Passeei todos os dias, visitei pontos turísticos e figuras amadas, redescobri minha cidade. Mostrei pra Maitê coisas que ela ainda não vai entender, mas sentiu com certeza, o sabor do sorvete de tapioca, do açaí, colos de pessoas com as quais ela não conviverá, mas saberá que por elas é amada, o ventinho de final de tarde na Casa das Onze Janelas, e a brisa da bucólica mosqueiro. Tudo o que eu vivi muito e jamais vou esquecer, são lembranças sempre presentes de lugares que nunca quero deixar de visitar.

esse rio que é minha rua

esse rio que é minha rua

O mais forte sentimento que me acometeu durante essa viagem foi aquele que eu vim buscar, a certeza de que todas as minhas escolhas foram certas, por mais impulsivas e instintivas, que todas as minhas decisões são fruto de um amor que não se mede, o amor que sinto por minha família, a que comecei a construir no momento em que conheci o Eduardo, o homem que escolhi para dividir minha vida. Nossa filha foi o melhor presente e é nosso maior orgulho, tudo o que fizermos será para ficarmos mais felizes e para nunca mais termos que ficar tanto tempo longe.

O passeio foi ótimo, mas tô voltando pra casa, minha casa é o nosso amor… Meu, teu e da nossa filhota. Te amo.

Categorias: Eu e as Pessoas · Uma casa verde · all that stuf... · sentimentalidades

minhas realizações…

Junho 26, 2009 · Deixe um Comentário

Muito tempo depois do último post passo aqui rapidola para deixar registradas algumas coisinhas que pulsam em meu coração cheio de amor!

Em minha cabeça, em meu corpo, em meu coração, em mim todinha pulsam vários pensamentos, saberes e desaberes, quereres e não quereres, ansiedades e quietudes, sou um poço de pulsações… As que mais têm se revelado por enquanto – e tomara que seja assim na maioria das vezes – são as pulsações positivas, cheias de instinto como é minha marca registrada, cheias da minha ansiedade, cheias do meu amor. Vamos às realizações: sou nova tenho muuuuito pra viver, mas sinto que muita coisa de bom se deu em minha vida, acho que os melhores dias dela eu vivo nesse período, a maturidade foi a maior realização até agora, a que mais agregou valores a mim. Fiz tanta coisa nessa vida que no alto (ou baixo?) dos meus 20 e poucos anos sei que experimentei várias coisas, as que quis e as que não quis também, a sensação de amar a cada semana uma pessoa diferente, o choro após uma briga com meus pais, a felicidade de passar no vestibular,  a angústia do recomeço, a felicidade do recomeço, o amor incondicional à minha mãe, o espelho que descobri no meu pai, a relação maravilhosa com minha irmã, o cuidado com meu irmão, o amor de um homem só, o meu, e a mais excepcional sensação: o amor da maitê!

Esse post vem na verdade pra dizer que não importa quanta coisa passou e nem o que há de vir, e sim como você experimenta tudo isso, o que você tira de cada situação. Eu escolho a parte boa, sempre…

 

INDO PRA BELÉM PASSAR FÉRIASSSSS!!!

MÔ, meu coração e o da filhota vão sentir tua falta cada segunda, mas vamos aproveitar tudo e voltar te amando ainda mais!

Categorias: Eu e as Pessoas · Uma casa verde · all that stuf... · maternidade · quando eu crescer eu quero ser... · sentimentalidades

Reflexão: meu primeiro dia das mães

Maio 7, 2009 · 4 Comentários

Há um ano e meio atrás eu recebia carinhos melosos da mamãe e advertências maternas dessas que dizem “quando fores mãe entederás”. Minhas respostas à essas pérolas de Dona Auxiliadora quase sempre eram recheadas de caretas e “dar de ombros”, aquelas coisas tipo “tsc tsc”, “ahaaaam”, “tá tá”, entre outros sinais de desdém.

Eu nunca pensei que esse curto período de tempo pudesse mudar tanto a vida de uma pessoa, no meu caso para muito melhor. Não digo isso por não ter que conviver com os tiques da minha mãe, até porque eu sinto falta deles e ainda os recebo por telefone, mas digo isso pela mudança de minhas resposta à ela ou, no mínimo, pela mudança dos meus pensamentos com relação à todos esses vícios que a maternidade nos traz.

Maitê é a causa dessa mudança, algo que beira o amadurecimento, só beira… Por ela e com ela eu descobri, ou aprendi, que minha mãe é a mais sábia das mulheres, dona de um amor incondicional que eu desdenhei diversas vezes e hoje sinto tal e qual. Tenho vontade de beijar, cheirar e acarinhar minha filhota o tempo todo, por enquanto ela gosta; cuido cada passo e ele agradece com as mais belas gargalhadas e gritinhos; dou bronca quando ela chora birrenta e ela ri da minha cara; dou colo, acordo de madrugada e velo o sono da minha anjinha. Pois é, sou mãe e cheia de vícios, o principal é a Maitê.

Esse texto é para agradecer À minha mãe por cada palavra, gesto e cuidado, dizer que ela é a melhor mãe do mundo, e que sinto falta de tudo todo dia. Sou a mulher mais feliz do mundo e devo tudo à ela, ao que ela me ensina e me proporciona até hoje. DONA AUXILIADORA: QUERO CHEGAR AO SEU DEDINHO DO E SER UMA BOA MÃE PORQUE A SENHORA É MARAVILHOSA!!!

Categorias: Eu e as Pessoas · all that stuf... · maternidade · quando eu crescer eu quero ser... · sentimentalidades