Mademoisinha, loas ao meu caminho…

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Descobrindo Martha Medeiros…

Novembro 25, 2009 · Deixe um Comentário

Hi people do meu coração!

Então, como vocês já devem ter percebido tenho verdadeira paixão por mulheres que orgulham o gênero. Em que sentido, Juliana? No sentido de se fazerem notar sem precisar de vulgaridade, no sentido de colocar a mulher num patamar de valorização da inteligência, da personalidade, da atualidade, modernidade, a mulher atuante, que pensa e se manifesta, e ao mesmo tempo permanece com a essência mulherzinha. O que seria a essência mulherzinha? Aquela que nos permite colocar maquiagem, ter vaidade, ser inconstantes, priorizar amor e filhos, e cuida-los sozinha, querer que paguem nossa conta, ter um “quê” consumista, gostar de mostrar as pernas, ser falível e esperar o príncipe encantado.

Descobri mais uma que entrou pro meu rol de “mulherzinhas” preferidas, Martha Medeiros. Eu já havia lido, conhecia alguma coisa, mas sem grandes descobertas. Escritora, poeta, publicitária, e muito mulher! Li alguns textos e  poemas aqui pela internet, que é um acesso indiscrimidado à todo tipo de informação, seja ela boa ou não, se você souber usar exercita muito bem a cuca! Voltando à Martha, sei que ela escreve pro jornal Zero Hora do RS, e tem vários livros publicados, um deles eu já tratei de pedir de presente de natal “Doidas e Santas” de 2008, fica a dica e um poeminha bem mulherzinha! Amo vocês!

“Quem você pensa que é?”
perguntou pra mim de queixo em pé…
Sou forte,
fraca,
generosa,
egoísta,
angustiada,
perigosa,
infantil,
astuta,
aflita,
serena,
indecorosa,
inconstante,
persistente,
sensata e corajosa,
como é toda mulher,
poderia ter respondido,
mas não lhe dei essa colher.

Martha Medeiros

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eu e o salto alto

Novembro 18, 2009 · 4 Comentários

Eu sei que salto alto é uma peça indispensável para as mulheres, mas só para certas ocasiões, tipo uma festa chic mesmo, casório, debut, formatura, sei lá… Este texto chega aqui para mostrar o quão desastrosa é minha relação com esse acessório feminino. Acho impressionante como existem mulheres que o usam até para ir ao cinema, ou para sair para dançar, ME POUPE! Será que eu que sou só uma desclassificada ou alguma mulherzinha vem aqui concordar comigo, eu acho uma verdadeira tortura salto alto, e sim, eu tenho UM no meu armário. Só para ocasiões especiais. Justificarei essa relação desastrosa contando uma historinha verídica e minha… Senta que lá vem história!

Eu sempre fui meio espalhafatosa, desastrada, sem coordenação, espaçosa, enfim, mas sou muito legal e é isso que importa. Não seria espantoso me ver caindo num tropeço ou derrubando alguma coisa, esse fato é só mais um dos meus desastres. Minha família se preparava para o casamento do meu tio mais novo, ou seja, uma senhora festa com direito a tudo do mais legal e divertido, credo eu só pensava na festa. Daí, empresta vestido daqui, empresta dali, me arrumaram um traje lindo, jovem, fashion, porém que PEDIA um salto alto. Tá, vá lá, uma vez por ano eu achei que seria capaz. Minha mãe me levou à uma loja de sapatos e escolhemos um lindo, devia ter seus 10 cm, fiquei me sentindo a mulher mais alta do mundo, com as pernas da Ana Hickman e a classe da Narcisa Tamborindeguy, enfim, gata garota. Ia dar merda!

Nos arrumamos para a festa com um cabeleleiro bem afetado, desses que eu adoro. Ele me fez um penteado super fahsion night of fervor, aqueles rabos de cavalo com topetinho, coisa de louco. A maquiagem era básica porque essa pele aqui não pede muitos reparos, AI ELA SE ACHA. E assim fui me vestir, claro que deixei o sapato por último, só na hora de ir pro carro. Calcei o tal do salto, entrei no carro e até aí tudo bem. Cheguei na igreja andando parece uma pata, já estava sentindo um enorme desconforto e desconfiando que todos estavam a apreciar meu modo peculiar de andar, falei com umas duas pessoas e sentei de novo, aquilo não podia dar certo. A cerimônia foi rápida e eu fiquei sentada o máximo de tempo possível, prevendo o que aconteceria na festa, não percam por esperar. rs

Chegamos na festa. Cumprimentos daqui e dali, fala com os 14 tios, os mais de 3o primos, dá uma olhada nas mesas, e espera os noivos, estes só chegaram mais ou menos uma hora depois, tudo bem, a cada oportunidade eu dava uma sentada. Minha cabeça só pensava na hora que iam distribuir a lembrança que eu já sabia qual era: um par de havaianas personalizadas!Mas também sabia que isso só aconteceria depois da valsa, do jantar, essas coisas. Eu ia tentando me virar em cima daquela coisa e sorrindo sempre.

Havia na festa aqueles quiosques de drink fazendo coisas maravilhosas, as quais eu nem pensava em provar de salto alto, eu tentava de alguma forma me manter normal, mas estava me sentindo mal mesmo, tinha náusea, os pés doíam, o andar tava torto e eu achei que fosse desmaiar. Sim gente, a agonia chegou a esse extremo. Fui pra perto da minha mãe, pois suava frio, estava desequilibrada, e sabia que qualquer que fosse o vexame ela me apoiaria. Cheguei perto e disse:

-Mae, to passando mal, vou cair, to tonta, minhas pernas estão tremendo, me AJUDA.

Sabem qual foi a resposta?

-Ju, tenha postura, quantos drinques tu já tomaste?

Daí eu não me controlei, sentei e disse:

-Mãe, não tomei nenhum drinque ainda, é esse salto alto que tá me fazendo tremer nas bases, me ajuda, pede logo a havaiana de brinde pra mim.

E assim, me cederam a Havaiana que era uma surpresa e eu estraguei, minhas primas que passavam pela mesma situação foram lá e se renderam às havaianas também, só algumas dondocas me olhavam com cara de pouco caso. A partir desse momento me senti livre para ir tomar os coquetéis deliciosos e andar normalmente pelo salão. Sandálias rasteiras para mulheres sofisticadas e que primam pelo conforto.

É minha gente, eu sei que tenho fama de gostar do “mé”, mas eu não soudescontrolada, o que me tirou do controle aquele dia foi mesmo o tal do salto alto, que algumas mulheres insistem em dizer que glamuriza. A mim não glamuriza, só aterroriza, eu diria que fico mais glamurosa com um par de havaianas e um coquetel de morango na mão, ahhh se fico!

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Novembro 2, 2009 · 1 Comentário

Quando teu corpo nu pousa sobre o meu

Meu corpo se converte em sensações

Meus poros então exalam os melhores odores guardados em meu corpo

O amor outrora sentimento vem em forma de sentido

Tato, olfato, paladar, toque, cheiro e gosto

Tudo misturado e em nós confundido

Deitados entrelaçados somos só um em dois corpos

Dois corpos nus cansados e olhares sem foco

O que resta são fluidos, nos tornamos fontes

Jorramos mel, libido, tudo aos montes

Matamos nossas sedes, de amor, de amar

Nos sentimos sem pudores, nos amamos sem pensar.

Ju Maués

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Sobre as Maitês e eu…

Outubro 14, 2009 · 3 Comentários

Minha filha chegou à mim num momento de descobertas, quando soube que estava grávida experimentava o amor homem/mulher há somente 5 meses, era muita informação para o auto dos meus 21 anos. Estava louca numa entrega de paixão, de olhos vendados para qualquer coisa que envolvesse razão, e agora precisava me entregar para a tal maternidade, acabou sendo muito natural e gostoso, porque tinha/tenho um companheiro que comprou a novidade comigo. O nome escolhido para nosso fruto foi Maitê, em basco significa Amável e me agrada pensar que o nome influencia diretamente na personalidade do nominado, acredito que ela será uma amável criatura. Até então a escolha do nome nada tinha a ver com a atriz Maitê Proença, linda, de uma delicadeza única, mas uma atriz, né? Quando, EU, nominaria minha filha por uma atriz? Logo eu, cheia das nove horas.

Nasceu minha menina amável com um grave problema de saúde que me rendeu um mês de incansáveis batalhas na UTI NEONATAL, não sei como seria essa passagem se não tivesse meu amor Eduardo e minha guerreira mãe, foram sucessivos sustos que só acalmavam quando minha mãe vinha com alguma surpresinha pra me fazer desligar dos problemas. Era véspera de Natal, e minha mãe arranjara presentinhos pra nos fazer relaxar, vários deles eram livros, um deles intitulado “Uma Vida Inventada – memórias trocadas e outras histórias”. Quem disse que eu tinha interesse em leitura naquele momento? Eduardo leu e disse “Morena tu vai adorar o livro” e nele nasceu uma admiração pela autora da obra, a atriz Maitê Proença. Se ele que é cabeça-dura e nerd assumido disse que é bom, é porque deve ser. Assim que eu tivesse tempo e paciência leria.Um parêntese sem parêntese: eu sempre fui fascinada por livros, mas cheia de preconceitos, frescura certamente, até uma defesa de quem não conhece tanto quando pensa que conhece, enfim. Por isso fiquei de certa forma reticente com o livro

capa - uma vida inventada

capa - uma vida inventada

A nossa Maitê saiu da UTI, ficou linda e saudável, me dando cada dia mais alegria e trabalho e agora, um dia desses, durante o sono da neném, resolvi pegar na estante o livro vermelho da mulher que tem o nome da minha filha, comecei a ler, uma página, duas, três, dez, fui vigiar o sono da neném. Sabe quando acontece uma identificação automática? Coisa de palavras certas que te comovem e lembram do que você tem por dentro? Você lê uma coisa e pensa, se eu conseguisse escreveria exatamente isso… olha, to apaixonada pela mulher, uma mulher normal, de verdade, que me faz pensar que eu sou maravilhosa também… cheia das minhas contradições, dos vícios, das virtudes, da paixões, da incongruência, das malícias, da loucura, da falta de racionalidade, de tudo o que eu tenho de mais correto e de mais errado também.

Não havia melhor nome para minha filha! Uma mulher que eu passei a admirar por causa da minha filha, por causa do nome, por causa de mim, não sei bem…

Palavras dela que faço minhas: “Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só, o sangue me corre quente, sou da briga e quero brincar, dou risada alto, falo baixo, tenho explosões de alegria e fico muito, muito triste. (…) Quando a gente perde a delicadeza de se deixar mobilizar pelo entorno e recupera isso depois, o valor dos sentimentos se eleva. E pega-se gosto na brincadeira – já que não mata quero despencar em vertigem de dor até o fundo do poço, e quero subir gargalhando até o infinito supremo, e quero me largar nesse amor feito uma canoa no mar, e quero e quero e quero mais. O sentimento intenso te bota no presente com a força de um soco cósmico.”

Será que todas as Maitês são maravilhosas como minha filha e a Proença?

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Antes de dormir

Outubro 8, 2009 · 2 Comentários

Como eu penso antes de dormir… Amamento, ponho a cria pra nanar, deito, e quando acho que descansarei, dá-lhe pensamentos! A neném acorda de novo e eu ainda nem peguei no sono, nem parei de pensar. Até que algumas ocisas úteis saem dessa pensação toda, mas dá-se aí o meu dilema, a batalha noturna: inspiração x preguiça, levantar ou não para escrever. Dada a situação de cansaço em que tenho me encontrado, nunca a inspiração vence, e mesmo sabendo que no dia seguinte esquecerei tudo, tudinho o que queria escrever, não levanto e durmo. Preguiça wins!

Aliás, entre os pecados capitais que mais me atraem está sim a preguiça, talvez em terceiro lugar! Sou uma grande pecadora, cometo os pecados e sem culpa no coração e com muito gosto! Nesta ordem, luxúria, gula  e preguiça, está meu top 3 de pecados. Luxúria por que, enfim… venha forte que eu sou do norte e Maués, quem me conhece não precisa de maiores explicações. Gula por que, enfim… uma vez gordinha, sempre gordinha, adooooooooro comer bem e beber bem, muito! Preguiça por que, enfim… eu poderia escrever mais. :(

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a que quer fazer a diferença…

Setembro 3, 2009 · 4 Comentários

Fui o tipo de adolescente insegura, mas para os outros mostrava sempre que me achava, que era modernosa, independente e coisa e tal. Pura capa, naquela idade eu nem sabia quem eu era, fazia e desfazia coisas que não deveria, mas no final das contas foram o start pra minha descoberta. A única coisa que não mudou em mim foi a vontade de fazer a diferença. Como assim?!? Naquela época nem eu sabia, mas não queria passar despercebida.

Hoje, mudados alguns conceitos, prioridades e preferências, agreguei novos valores e aos poucos vou me achando, achando aquilo que tava perdido dentro da vontade de fazer a diferença. Há nove meses atrás nasceu a Maitê, ela sim é a grande responsável pela maior parte das mudanças em mim, é pra ela no final das contas que eu quero fazer a diferença. Quero que ela me perceba uma grande mulher, forte, determinada, um exemplo de mãe, profissional, esposa, essas coisas que eu vejo também na minha mãe.

SESSÃO DESABAFO:

Esses dias ando sentindo uma mega angústia, sensação de emburrecimento, futilidade, de ter parado no tempo, de não ter dado continuidade aos meus projetos profissionais, de ter perdido inspiração e de não ter nenhum objetivo para alcançar, entendem? Preciso voltar a estudar logo, estudar, conhecer coisas novas, ver gente diferente, exercer a curiosidade e vontade de ganhar o mundo que sempre tive.

Quero ser orgulho pra Maitê e pro Eduardo, fazer eles verem que sou muito inteligente e tenho muito à acrescentar à eles e ao mundo, não quero ficar só em casa, até amo muito cuidar deles e do que é nosso, mas quero cuidar de mim, quero me sentir mais mulher, mais rica de conhecimento e realizar os sonhos da Juliana, aquela de sempre…

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minhas realizações…

Junho 26, 2009 · Deixe um Comentário

Muito tempo depois do último post passo aqui rapidola para deixar registradas algumas coisinhas que pulsam em meu coração cheio de amor!

Em minha cabeça, em meu corpo, em meu coração, em mim todinha pulsam vários pensamentos, saberes e desaberes, quereres e não quereres, ansiedades e quietudes, sou um poço de pulsações… As que mais têm se revelado por enquanto – e tomara que seja assim na maioria das vezes – são as pulsações positivas, cheias de instinto como é minha marca registrada, cheias da minha ansiedade, cheias do meu amor. Vamos às realizações: sou nova tenho muuuuito pra viver, mas sinto que muita coisa de bom se deu em minha vida, acho que os melhores dias dela eu vivo nesse período, a maturidade foi a maior realização até agora, a que mais agregou valores a mim. Fiz tanta coisa nessa vida que no alto (ou baixo?) dos meus 20 e poucos anos sei que experimentei várias coisas, as que quis e as que não quis também, a sensação de amar a cada semana uma pessoa diferente, o choro após uma briga com meus pais, a felicidade de passar no vestibular,  a angústia do recomeço, a felicidade do recomeço, o amor incondicional à minha mãe, o espelho que descobri no meu pai, a relação maravilhosa com minha irmã, o cuidado com meu irmão, o amor de um homem só, o meu, e a mais excepcional sensação: o amor da maitê!

Esse post vem na verdade pra dizer que não importa quanta coisa passou e nem o que há de vir, e sim como você experimenta tudo isso, o que você tira de cada situação. Eu escolho a parte boa, sempre…

 

INDO PRA BELÉM PASSAR FÉRIASSSSS!!!

MÔ, meu coração e o da filhota vão sentir tua falta cada segunda, mas vamos aproveitar tudo e voltar te amando ainda mais!

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Reflexão: meu primeiro dia das mães

Maio 7, 2009 · 4 Comentários

Há um ano e meio atrás eu recebia carinhos melosos da mamãe e advertências maternas dessas que dizem “quando fores mãe entederás”. Minhas respostas à essas pérolas de Dona Auxiliadora quase sempre eram recheadas de caretas e “dar de ombros”, aquelas coisas tipo “tsc tsc”, “ahaaaam”, “tá tá”, entre outros sinais de desdém.

Eu nunca pensei que esse curto período de tempo pudesse mudar tanto a vida de uma pessoa, no meu caso para muito melhor. Não digo isso por não ter que conviver com os tiques da minha mãe, até porque eu sinto falta deles e ainda os recebo por telefone, mas digo isso pela mudança de minhas resposta à ela ou, no mínimo, pela mudança dos meus pensamentos com relação à todos esses vícios que a maternidade nos traz.

Maitê é a causa dessa mudança, algo que beira o amadurecimento, só beira… Por ela e com ela eu descobri, ou aprendi, que minha mãe é a mais sábia das mulheres, dona de um amor incondicional que eu desdenhei diversas vezes e hoje sinto tal e qual. Tenho vontade de beijar, cheirar e acarinhar minha filhota o tempo todo, por enquanto ela gosta; cuido cada passo e ele agradece com as mais belas gargalhadas e gritinhos; dou bronca quando ela chora birrenta e ela ri da minha cara; dou colo, acordo de madrugada e velo o sono da minha anjinha. Pois é, sou mãe e cheia de vícios, o principal é a Maitê.

Esse texto é para agradecer À minha mãe por cada palavra, gesto e cuidado, dizer que ela é a melhor mãe do mundo, e que sinto falta de tudo todo dia. Sou a mulher mais feliz do mundo e devo tudo à ela, ao que ela me ensina e me proporciona até hoje. DONA AUXILIADORA: QUERO CHEGAR AO SEU DEDINHO DO E SER UMA BOA MÃE PORQUE A SENHORA É MARAVILHOSA!!!

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Não me subestime, sou uma grande mulherzinha! – os livros que eu li

Fevereiro 17, 2009 · 1 Comentário

O último livro que li, devorei em duas tardes entre uma sessão de amamentação e outra. “Nunca subestime uma mulherzinha” da Fernanda Takai foi um dos livros com os quais eu mais me identifiquei, explico já o motivo. Tenho preferido livros que não exijam muito do meu intelecto e que me transportem pra lugares que me sejam familiares, até porque revezo as leituras com atividades materno-dométicas como já falei. Bom, o livro em questão é tão gostoso e intimista que me fez sentir que eu mesma posso publicar as coisas que eu escrevo, me fez sentir como uma tal mulherzinha que Takai apresenta. Ela apresenta contos e crônicas vindos das suas experiências cotidianas mesmo, revira o bauzinho fantástico da sua memória de toda a vida, nos faz chegar lá e até lembrar das nossas próprias memórias. É muito bacana e vale a pena.

Nunca nos subestime

Deixo a dica… Vale ler ouvindo “Onde Brilhem Os Olhos Seus”, vale mesmo.

Nunca nos subestime

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Sobre minhas paixões reprimidas – parte I

Fevereiro 10, 2009 · 1 Comentário

TV: UMA PAIXÃO REPRIMIDA

Outro dia estava eu amamentando minha rebenta (atividade esta que eu mais tenho praticado nos últimos tempos) quando me vi fascinada, hipnotizada, literalmente vidrada, zapeando a TV. Que venham os críticos, mas, sou louca por televisão: noveleira, fã de BBB e coisa e tal. Não, eu não estou querendo assinar meu atestado de demência como os radicais anti-televisão devem estar pensando, só estou assumindo uma paixão reprimida por medo do pré-julgamento desses tais críticos chatos. Pronto, falei!

O que acontece é que eu acho fantástica a criatividade do homem e a aprecio em toda sorte de manifestações midiático-artísticas, tanto na literatura, no cinema, na música quanto na televisão, seja o produto bom ou ruim. Cabe a mim filtrar o que julgo me fazer bem, o que me entretém, me diverte ou me entedia e provoca asco. Na verdade acho que seja só mais uma questão de discernimento, instrução e senso crítico, coisas que eu sei bem que nem todo mundo tem. Mas, não se pode negar que há opção para todos os gostos e mentalidades e o que faz a tevê ser alvo de tantas críticas não é o que ela nos oferece e proporciona e sim como nós utilizamos e aproveitamos isso. No final das contas cairemos no velho clichê de que a base do problema ta na educação do nosso povo.

Assim como em todos os meios de entretenimento que eu citei (música, literatura, cinema) a TV chama minha atenção por demais. Qualquer programa seja ele medíocre ou não, bizarro ou não, inteligente ou não, me prende de alguma forma e, mais uma vez discordo de muitos: acho sim a televisão nacional bem bacana. Claro que devemos selecionar muita coisa, mas não sou hipócrita, faço miséria com o controle remoto em punho.

Meu sonho de infância sempre foi escrever muito e indiscriminadamente, ser jornalista, autora de grandes livros (pequenos também), sei lá, falar muito escrevendo, deu pra entender? Sempre quis escrever para alguma mídia preferencialmente difusora de entretenimento, falar de cultura e coisas que aliviem o mundo pesado da gente, definitivamente a TV figura entre meus planos, agora não tenho mais dúvidas, seja como tema ou como meio.

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