Mademoisinha, loas ao meu caminho…

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Sobre as Maitês e eu…

Outubro 14, 2009 · 3 Comentários

Minha filha chegou à mim num momento de descobertas, quando soube que estava grávida experimentava o amor homem/mulher há somente 5 meses, era muita informação para o auto dos meus 21 anos. Estava louca numa entrega de paixão, de olhos vendados para qualquer coisa que envolvesse razão, e agora precisava me entregar para a tal maternidade, acabou sendo muito natural e gostoso, porque tinha/tenho um companheiro que comprou a novidade comigo. O nome escolhido para nosso fruto foi Maitê, em basco significa Amável e me agrada pensar que o nome influencia diretamente na personalidade do nominado, acredito que ela será uma amável criatura. Até então a escolha do nome nada tinha a ver com a atriz Maitê Proença, linda, de uma delicadeza única, mas uma atriz, né? Quando, EU, nominaria minha filha por uma atriz? Logo eu, cheia das nove horas.

Nasceu minha menina amável com um grave problema de saúde que me rendeu um mês de incansáveis batalhas na UTI NEONATAL, não sei como seria essa passagem se não tivesse meu amor Eduardo e minha guerreira mãe, foram sucessivos sustos que só acalmavam quando minha mãe vinha com alguma surpresinha pra me fazer desligar dos problemas. Era véspera de Natal, e minha mãe arranjara presentinhos pra nos fazer relaxar, vários deles eram livros, um deles intitulado “Uma Vida Inventada – memórias trocadas e outras histórias”. Quem disse que eu tinha interesse em leitura naquele momento? Eduardo leu e disse “Morena tu vai adorar o livro” e nele nasceu uma admiração pela autora da obra, a atriz Maitê Proença. Se ele que é cabeça-dura e nerd assumido disse que é bom, é porque deve ser. Assim que eu tivesse tempo e paciência leria.Um parêntese sem parêntese: eu sempre fui fascinada por livros, mas cheia de preconceitos, frescura certamente, até uma defesa de quem não conhece tanto quando pensa que conhece, enfim. Por isso fiquei de certa forma reticente com o livro

capa - uma vida inventada

capa - uma vida inventada

A nossa Maitê saiu da UTI, ficou linda e saudável, me dando cada dia mais alegria e trabalho e agora, um dia desses, durante o sono da neném, resolvi pegar na estante o livro vermelho da mulher que tem o nome da minha filha, comecei a ler, uma página, duas, três, dez, fui vigiar o sono da neném. Sabe quando acontece uma identificação automática? Coisa de palavras certas que te comovem e lembram do que você tem por dentro? Você lê uma coisa e pensa, se eu conseguisse escreveria exatamente isso… olha, to apaixonada pela mulher, uma mulher normal, de verdade, que me faz pensar que eu sou maravilhosa também… cheia das minhas contradições, dos vícios, das virtudes, da paixões, da incongruência, das malícias, da loucura, da falta de racionalidade, de tudo o que eu tenho de mais correto e de mais errado também.

Não havia melhor nome para minha filha! Uma mulher que eu passei a admirar por causa da minha filha, por causa do nome, por causa de mim, não sei bem…

Palavras dela que faço minhas: “Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só, o sangue me corre quente, sou da briga e quero brincar, dou risada alto, falo baixo, tenho explosões de alegria e fico muito, muito triste. (…) Quando a gente perde a delicadeza de se deixar mobilizar pelo entorno e recupera isso depois, o valor dos sentimentos se eleva. E pega-se gosto na brincadeira – já que não mata quero despencar em vertigem de dor até o fundo do poço, e quero subir gargalhando até o infinito supremo, e quero me largar nesse amor feito uma canoa no mar, e quero e quero e quero mais. O sentimento intenso te bota no presente com a força de um soco cósmico.”

Será que todas as Maitês são maravilhosas como minha filha e a Proença?

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Antes de dormir

Outubro 8, 2009 · 2 Comentários

Como eu penso antes de dormir… Amamento, ponho a cria pra nanar, deito, e quando acho que descansarei, dá-lhe pensamentos! A neném acorda de novo e eu ainda nem peguei no sono, nem parei de pensar. Até que algumas ocisas úteis saem dessa pensação toda, mas dá-se aí o meu dilema, a batalha noturna: inspiração x preguiça, levantar ou não para escrever. Dada a situação de cansaço em que tenho me encontrado, nunca a inspiração vence, e mesmo sabendo que no dia seguinte esquecerei tudo, tudinho o que queria escrever, não levanto e durmo. Preguiça wins!

Aliás, entre os pecados capitais que mais me atraem está sim a preguiça, talvez em terceiro lugar! Sou uma grande pecadora, cometo os pecados e sem culpa no coração e com muito gosto! Nesta ordem, luxúria, gula  e preguiça, está meu top 3 de pecados. Luxúria por que, enfim… venha forte que eu sou do norte e Maués, quem me conhece não precisa de maiores explicações. Gula por que, enfim… uma vez gordinha, sempre gordinha, adooooooooro comer bem e beber bem, muito! Preguiça por que, enfim… eu poderia escrever mais. :(

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a que quer fazer a diferença…

Setembro 3, 2009 · 4 Comentários

Fui o tipo de adolescente insegura, mas para os outros mostrava sempre que me achava, que era modernosa, independente e coisa e tal. Pura capa, naquela idade eu nem sabia quem eu era, fazia e desfazia coisas que não deveria, mas no final das contas foram o start pra minha descoberta. A única coisa que não mudou em mim foi a vontade de fazer a diferença. Como assim?!? Naquela época nem eu sabia, mas não queria passar despercebida.

Hoje, mudados alguns conceitos, prioridades e preferências, agreguei novos valores e aos poucos vou me achando, achando aquilo que tava perdido dentro da vontade de fazer a diferença. Há nove meses atrás nasceu a Maitê, ela sim é a grande responsável pela maior parte das mudanças em mim, é pra ela no final das contas que eu quero fazer a diferença. Quero que ela me perceba uma grande mulher, forte, determinada, um exemplo de mãe, profissional, esposa, essas coisas que eu vejo também na minha mãe.

SESSÃO DESABAFO:

Esses dias ando sentindo uma mega angústia, sensação de emburrecimento, futilidade, de ter parado no tempo, de não ter dado continuidade aos meus projetos profissionais, de ter perdido inspiração e de não ter nenhum objetivo para alcançar, entendem? Preciso voltar a estudar logo, estudar, conhecer coisas novas, ver gente diferente, exercer a curiosidade e vontade de ganhar o mundo que sempre tive.

Quero ser orgulho pra Maitê e pro Eduardo, fazer eles verem que sou muito inteligente e tenho muito à acrescentar à eles e ao mundo, não quero ficar só em casa, até amo muito cuidar deles e do que é nosso, mas quero cuidar de mim, quero me sentir mais mulher, mais rica de conhecimento e realizar os sonhos da Juliana, aquela de sempre…

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FELICIDADE REAL

Março 24, 2009 · 5 Comentários

Ela sabia que estava sendo observada por olhos curiosos, mas não temia, como foi a vida inteirinha.O que a princesa queria mesmo era a diversão daquela música, daquele seu dançar solitário e revigorante. Cada passo era algo que ia embora, um alívio, em cada gota de suor um ml de quaisquer angústias. Satisfez-se assim entre uma cerveja e outra.No dia seguinte a dor de cabeça a fazia lembrar-se da efêmera diversão, daquilo que ela achava que era felicidade. Não havia bateria cerebral que a fizesse esquecer-se da rotina que a esperava e que ela achava que a estava consumindo, então a princesa começou a viver, conformada, mais um dia em seu reino. Tomou nos braços a boneca de porcelana que mais amava, sentiu o beijo do príncipe que noite passada a olhava curioso e reprovador, no castelo da família real tocava uma música que princesa e príncipe gostavam, então eles se olharam, nada mais. Ela percebeu, com a boneca nos braços e seu rapaz deitado a seu lado, que aquilo sim era felicidade. Viu a beleza da rotina, a felicidade e o amor que não precisavam de palavras, estavam em cada partícula daquela atmosfera em que eles viviam e respiravam. Lembrou-se então da noite anterior e da tal felicidade que sentira, quanta bobagem! Chegou à conclusão de que aquilo tudo era nada perto da satisfação que seu dia-a-dia a proporcionava naquele castelo de amor onde vivia com o príncipe e a boneca de porcelana que tanto amava. Foram, são e serão felizes para sempre…

felicidade real

felicidade real

p.s. ainda não tínhamos nossa boneca quando fizemos essa foto… rs

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Não me subestime, sou uma grande mulherzinha! – os livros que eu li

Fevereiro 17, 2009 · 1 Comentário

O último livro que li, devorei em duas tardes entre uma sessão de amamentação e outra. “Nunca subestime uma mulherzinha” da Fernanda Takai foi um dos livros com os quais eu mais me identifiquei, explico já o motivo. Tenho preferido livros que não exijam muito do meu intelecto e que me transportem pra lugares que me sejam familiares, até porque revezo as leituras com atividades materno-dométicas como já falei. Bom, o livro em questão é tão gostoso e intimista que me fez sentir que eu mesma posso publicar as coisas que eu escrevo, me fez sentir como uma tal mulherzinha que Takai apresenta. Ela apresenta contos e crônicas vindos das suas experiências cotidianas mesmo, revira o bauzinho fantástico da sua memória de toda a vida, nos faz chegar lá e até lembrar das nossas próprias memórias. É muito bacana e vale a pena.

Nunca nos subestime

Deixo a dica… Vale ler ouvindo “Onde Brilhem Os Olhos Seus”, vale mesmo.

Nunca nos subestime

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Sobre minhas paixões reprimidas – parte I

Fevereiro 10, 2009 · 1 Comentário

TV: UMA PAIXÃO REPRIMIDA

Outro dia estava eu amamentando minha rebenta (atividade esta que eu mais tenho praticado nos últimos tempos) quando me vi fascinada, hipnotizada, literalmente vidrada, zapeando a TV. Que venham os críticos, mas, sou louca por televisão: noveleira, fã de BBB e coisa e tal. Não, eu não estou querendo assinar meu atestado de demência como os radicais anti-televisão devem estar pensando, só estou assumindo uma paixão reprimida por medo do pré-julgamento desses tais críticos chatos. Pronto, falei!

O que acontece é que eu acho fantástica a criatividade do homem e a aprecio em toda sorte de manifestações midiático-artísticas, tanto na literatura, no cinema, na música quanto na televisão, seja o produto bom ou ruim. Cabe a mim filtrar o que julgo me fazer bem, o que me entretém, me diverte ou me entedia e provoca asco. Na verdade acho que seja só mais uma questão de discernimento, instrução e senso crítico, coisas que eu sei bem que nem todo mundo tem. Mas, não se pode negar que há opção para todos os gostos e mentalidades e o que faz a tevê ser alvo de tantas críticas não é o que ela nos oferece e proporciona e sim como nós utilizamos e aproveitamos isso. No final das contas cairemos no velho clichê de que a base do problema ta na educação do nosso povo.

Assim como em todos os meios de entretenimento que eu citei (música, literatura, cinema) a TV chama minha atenção por demais. Qualquer programa seja ele medíocre ou não, bizarro ou não, inteligente ou não, me prende de alguma forma e, mais uma vez discordo de muitos: acho sim a televisão nacional bem bacana. Claro que devemos selecionar muita coisa, mas não sou hipócrita, faço miséria com o controle remoto em punho.

Meu sonho de infância sempre foi escrever muito e indiscriminadamente, ser jornalista, autora de grandes livros (pequenos também), sei lá, falar muito escrevendo, deu pra entender? Sempre quis escrever para alguma mídia preferencialmente difusora de entretenimento, falar de cultura e coisas que aliviem o mundo pesado da gente, definitivamente a TV figura entre meus planos, agora não tenho mais dúvidas, seja como tema ou como meio.

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Troca literária

Novembro 5, 2008 · 12 Comentários

A palavra “ler” no dicionário ganha, entre outras definições, a seguinte: ver as letras do alfabeto e juntá-las em palavras, repetindo-as mentalmente ou em voz alta. Mas o ato de ler vai além, é a atividade que realizamos ao decifrar os códigos lingüísticos (com ou sem trema???) afim de perceber sinais, signos, códigos, etc, quando deciframos esses códigos somos capazes também de entender melhor o mundo e as suas peculiaridades…

Agora que eu já falei bonito o suficiente, vou expor qual o meu real objetivo com esse post: preciso de indicações de livros!!!

Troquemos experiências literárias, fale sobre o que você já leu e indicaria com gosto, que eu vou listar aqui 10 livros que li e aprovei, em seguida com mais tempo e vontade faço um resumo de cada um deles… (não é ordem de preferência, listei-os aleatoriamente)

the book is on the table

1 - A História Verdadeira – Michael Finkel ( para quem gosta de jornalismo literário)

2 – Antologia: Meus contos preferidos – Lygia Fagundes Teles (docemente contemporâneo, adorável)

3 – Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis (Paulo Coelho passou longe do maior romancista do Brasil)

4 – Objecto Quase – José Saramago (Contos do Saramago, no maior estilo Saramago, deu pra entender?)

5 – Dona Flor e Seus Dois Maridos -  Jorge Amado ( todo mundo tem que ler Jorge Amado um dia, eu indicaria Capitães de Areia também, mas mesmo com todo o detalhismo do autor Dona Flor envolve)

6 – Chatô, o Rei do Brasil – Fernando Moraes (sim, eu gosto de Biografias, sim, eu gosto do Fernando Moraes, e pra quem se liga em história do Brasil e comunicação social é um prato cheio – pena meeeesmo que o autor agora tenha biografado Paul Rabbit)

7 – O Melhor das Comédias da Vida Privada – Luís Fernando Veríssimo (crônicas leves, bem humoradas, rapidíssimas, enfim… leitura fácil e de qualidade)

8 – 10 Reportagens que Abalaram a Ditadura – Fernando Molica (de novo indicação de estudante de jornalismo empolgada)

9 – Os 100 melhores contos brasileiros do século – diversos (livro grosso sempre assusta, né? esse não porque te dá a opção de escolher um conto aqui e outro laaaaaa no final do livro, porém eu devorei conto por conto)

10 – A Rosa do Povo – Carlos Drummond de Andrade (em se tratando de poesia eu poderia citar quaisquer outros autores dos quais gosto, porém citar Drummond dá status à minha listinha…)

Bom, agora é assim, vocês me indicam um ou outro livro que tenha feito vossa cabeçorra, só não me venham com churumelas, eu com certeza lembrarei de vários mais e à medida que tiver vontade postarei aqui… não me indiquem o Guia Médico da Gravidez que eu já li também, tá? rs

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