Mademoisinha, loas ao meu caminho…

achados e lembranças

Julho 8, 2009 · Deixe um comentário

Estou de férias em Belém na casa de minha mãe, aqui, mesmo não sendo a casa na qual cresci – até porque cresci no mínimo em 4 casas diferentes, tantas foram as mudanças- tem lembranças de toda minha vida. Livros, diários, roupas de cama, o jeito como é posta a mesa do almoço, a vida sem responsabilidades domésticas e o seio familiar.

Outro dia, revistando os livros da estante recheada de meus estudiosos pais encontrei dentro de um livro de Hobbes duas figurinhas dessas de álbuns, só esse fato já me deixou fascinada, mas em seguida, quando li atentamente as informações dos decalques descobri que eram minhas figurinhas do álbum da Barbie, que eu colecionava quando tinha entre 8 e 9 anos..

A Barbie daquele tempo tinha o cabelo mais volumoso que a atual, um visual meio pantera dos anos 90 pelo qual eu tinha verdadeiro fascínio. A Barbie, hoje cinquentona foi um dos meus brinquedos favoritos na infância. Tinha várias, verdadeiras ou não, a casa, a Barbie face, o álbum e até roupinhas diversas para trocá-las de acordo com a ocasião que minha imaginação propusesse!

Esse post é um convite ao exercício da lembrança da infância, vasculhe, ache um brinquedo, uma roupa, algo que te leve de volta àqueles tempos em que éramos livres e inocentes de verdade…

 

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minhas realizações…

Junho 26, 2009 · Deixe um comentário

Muito tempo depois do último post passo aqui rapidola para deixar registradas algumas coisinhas que pulsam em meu coração cheio de amor!

Em minha cabeça, em meu corpo, em meu coração, em mim todinha pulsam vários pensamentos, saberes e desaberes, quereres e não quereres, ansiedades e quietudes, sou um poço de pulsações… As que mais têm se revelado por enquanto – e tomara que seja assim na maioria das vezes – são as pulsações positivas, cheias de instinto como é minha marca registrada, cheias da minha ansiedade, cheias do meu amor. Vamos às realizações: sou nova tenho muuuuito pra viver, mas sinto que muita coisa de bom se deu em minha vida, acho que os melhores dias dela eu vivo nesse período, a maturidade foi a maior realização até agora, a que mais agregou valores a mim. Fiz tanta coisa nessa vida que no alto (ou baixo?) dos meus 20 e poucos anos sei que experimentei várias coisas, as que quis e as que não quis também, a sensação de amar a cada semana uma pessoa diferente, o choro após uma briga com meus pais, a felicidade de passar no vestibular,  a angústia do recomeço, a felicidade do recomeço, o amor incondicional à minha mãe, o espelho que descobri no meu pai, a relação maravilhosa com minha irmã, o cuidado com meu irmão, o amor de um homem só, o meu, e a mais excepcional sensação: o amor da maitê!

Esse post vem na verdade pra dizer que não importa quanta coisa passou e nem o que há de vir, e sim como você experimenta tudo isso, o que você tira de cada situação. Eu escolho a parte boa, sempre…

 

INDO PRA BELÉM PASSAR FÉRIASSSSS!!!

MÔ, meu coração e o da filhota vão sentir tua falta cada segunda, mas vamos aproveitar tudo e voltar te amando ainda mais!

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Reflexão: meu primeiro dia das mães

Maio 7, 2009 · 4 Comentários

Há um ano e meio atrás eu recebia carinhos melosos da mamãe e advertências maternas dessas que dizem “quando fores mãe entederás”. Minhas respostas à essas pérolas de Dona Auxiliadora quase sempre eram recheadas de caretas e “dar de ombros”, aquelas coisas tipo “tsc tsc”, “ahaaaam”, “tá tá”, entre outros sinais de desdém.

Eu nunca pensei que esse curto período de tempo pudesse mudar tanto a vida de uma pessoa, no meu caso para muito melhor. Não digo isso por não ter que conviver com os tiques da minha mãe, até porque eu sinto falta deles e ainda os recebo por telefone, mas digo isso pela mudança de minhas resposta à ela ou, no mínimo, pela mudança dos meus pensamentos com relação à todos esses vícios que a maternidade nos traz.

Maitê é a causa dessa mudança, algo que beira o amadurecimento, só beira… Por ela e com ela eu descobri, ou aprendi, que minha mãe é a mais sábia das mulheres, dona de um amor incondicional que eu desdenhei diversas vezes e hoje sinto tal e qual. Tenho vontade de beijar, cheirar e acarinhar minha filhota o tempo todo, por enquanto ela gosta; cuido cada passo e ele agradece com as mais belas gargalhadas e gritinhos; dou bronca quando ela chora birrenta e ela ri da minha cara; dou colo, acordo de madrugada e velo o sono da minha anjinha. Pois é, sou mãe e cheia de vícios, o principal é a Maitê.

Esse texto é para agradecer À minha mãe por cada palavra, gesto e cuidado, dizer que ela é a melhor mãe do mundo, e que sinto falta de tudo todo dia. Sou a mulher mais feliz do mundo e devo tudo à ela, ao que ela me ensina e me proporciona até hoje. DONA AUXILIADORA: QUERO CHEGAR AO SEU DEDINHO DO E SER UMA BOA MÃE PORQUE A SENHORA É MARAVILHOSA!!!

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FELICIDADE REAL

Março 24, 2009 · 5 Comentários

Ela sabia que estava sendo observada por olhos curiosos, mas não temia, como foi a vida inteirinha.O que a princesa queria mesmo era a diversão daquela música, daquele seu dançar solitário e revigorante. Cada passo era algo que ia embora, um alívio, em cada gota de suor um ml de quaisquer angústias. Satisfez-se assim entre uma cerveja e outra.No dia seguinte a dor de cabeça a fazia lembrar-se da efêmera diversão, daquilo que ela achava que era felicidade. Não havia bateria cerebral que a fizesse esquecer-se da rotina que a esperava e que ela achava que a estava consumindo, então a princesa começou a viver, conformada, mais um dia em seu reino. Tomou nos braços a boneca de porcelana que mais amava, sentiu o beijo do príncipe que noite passada a olhava curioso e reprovador, no castelo da família real tocava uma música que princesa e príncipe gostavam, então eles se olharam, nada mais. Ela percebeu, com a boneca nos braços e seu rapaz deitado a seu lado, que aquilo sim era felicidade. Viu a beleza da rotina, a felicidade e o amor que não precisavam de palavras, estavam em cada partícula daquela atmosfera em que eles viviam e respiravam. Lembrou-se então da noite anterior e da tal felicidade que sentira, quanta bobagem! Chegou à conclusão de que aquilo tudo era nada perto da satisfação que seu dia-a-dia a proporcionava naquele castelo de amor onde vivia com o príncipe e a boneca de porcelana que tanto amava. Foram, são e serão felizes para sempre…

felicidade real

felicidade real

p.s. ainda não tínhamos nossa boneca quando fizemos essa foto… rs

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dia internacional da mulherzinha

Março 8, 2009 · 2 Comentários

Êeee, parabéns para nós que somos as mais lindas, as mais fortes, as mais audaciosas, as mais felizes, as mais maduras, enfim! Adoro ser mulher, adoro ser eu, adoro ser mulherzinha, adoro ser mãe, adoro ser assim e fico hiper empolgada em datas especiais… mas vale lembrar que há sim uma data a ser comemorada hoje, não é simplesmente uma homenagem ao sexo feminino.

Nós ganhamos um dia internacional só nosso a partir das diversas manifestações femininas e feministas ocorridas nos arredores do sec. XX quando fábricas, oriundas do processo desenfreado de industrialização,  exploravam a mão de obra feminina as expondo à péssimas condições de trabalho. A primeira manifestação significativa ocorreu em Nova Iorque e data do dia 8 de Março de 1857; seguindo este evento, e também em Nova Iorque, 146 trabalhadoras morreram num incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist em 25 de março de 1911, dizem que dessas 146 moças, 129 foram trancadas e queimadas vivas durante o protesto. Bom, vários outros casos de protestos femininos foram registrados desde então e para que essas pioneiras fossem homenageadas o dia 8 de Março ficou marcado!

Todo esse bla, bla, bla é na verdade pra lembrar que somos maravilhosas, lindas e poderosas, donas de uma sensibilidade forte e de uma força sensível que nunca um homem terá, devemos nos orgulhar da nossa condição de mulheres e honrar as saias e os decotes que vestimos, ok? Sejamos ótimas mães, amantes, amigas, profissionais e antes de qualquer coisa sejamos felizes, sigamos nosso instinto feminino e continuemos a carregar o mundo nas costas e o futuro dele na barriga…

;)

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Não me subestime, sou uma grande mulherzinha! – os livros que eu li

Fevereiro 17, 2009 · 1 Comentário

O último livro que li, devorei em duas tardes entre uma sessão de amamentação e outra. “Nunca subestime uma mulherzinha” da Fernanda Takai foi um dos livros com os quais eu mais me identifiquei, explico já o motivo. Tenho preferido livros que não exijam muito do meu intelecto e que me transportem pra lugares que me sejam familiares, até porque revezo as leituras com atividades materno-dométicas como já falei. Bom, o livro em questão é tão gostoso e intimista que me fez sentir que eu mesma posso publicar as coisas que eu escrevo, me fez sentir como uma tal mulherzinha que Takai apresenta. Ela apresenta contos e crônicas vindos das suas experiências cotidianas mesmo, revira o bauzinho fantástico da sua memória de toda a vida, nos faz chegar lá e até lembrar das nossas próprias memórias. É muito bacana e vale a pena.

Nunca nos subestime

Deixo a dica… Vale ler ouvindo “Onde Brilhem Os Olhos Seus”, vale mesmo.

Nunca nos subestime

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Sobre minhas paixões reprimidas – parte I

Fevereiro 10, 2009 · 1 Comentário

TV: UMA PAIXÃO REPRIMIDA

Outro dia estava eu amamentando minha rebenta (atividade esta que eu mais tenho praticado nos últimos tempos) quando me vi fascinada, hipnotizada, literalmente vidrada, zapeando a TV. Que venham os críticos, mas, sou louca por televisão: noveleira, fã de BBB e coisa e tal. Não, eu não estou querendo assinar meu atestado de demência como os radicais anti-televisão devem estar pensando, só estou assumindo uma paixão reprimida por medo do pré-julgamento desses tais críticos chatos. Pronto, falei!

O que acontece é que eu acho fantástica a criatividade do homem e a aprecio em toda sorte de manifestações midiático-artísticas, tanto na literatura, no cinema, na música quanto na televisão, seja o produto bom ou ruim. Cabe a mim filtrar o que julgo me fazer bem, o que me entretém, me diverte ou me entedia e provoca asco. Na verdade acho que seja só mais uma questão de discernimento, instrução e senso crítico, coisas que eu sei bem que nem todo mundo tem. Mas, não se pode negar que há opção para todos os gostos e mentalidades e o que faz a tevê ser alvo de tantas críticas não é o que ela nos oferece e proporciona e sim como nós utilizamos e aproveitamos isso. No final das contas cairemos no velho clichê de que a base do problema ta na educação do nosso povo.

Assim como em todos os meios de entretenimento que eu citei (música, literatura, cinema) a TV chama minha atenção por demais. Qualquer programa seja ele medíocre ou não, bizarro ou não, inteligente ou não, me prende de alguma forma e, mais uma vez discordo de muitos: acho sim a televisão nacional bem bacana. Claro que devemos selecionar muita coisa, mas não sou hipócrita, faço miséria com o controle remoto em punho.

Meu sonho de infância sempre foi escrever muito e indiscriminadamente, ser jornalista, autora de grandes livros (pequenos também), sei lá, falar muito escrevendo, deu pra entender? Sempre quis escrever para alguma mídia preferencialmente difusora de entretenimento, falar de cultura e coisas que aliviem o mundo pesado da gente, definitivamente a TV figura entre meus planos, agora não tenho mais dúvidas, seja como tema ou como meio.

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A arte de sentir saudade

Janeiro 27, 2009 · 7 Comentários

Saudade as pessoas do mundo todo sabem sentir, mas só aqui no Brasil as pessoas têm o privilégio de encher a boca para falar: Eu to com SAUDADE! – Que palavra mais bonita…

É preciso saber sentir, entregar-se a essa falta sentida de um jeito desmedido. Normalmente o coração da gente aperta e a cabeça viaja para a imagem, sabor, cheiro, momento, dos quais fomos distanciados. Se é alguém ou algo, isso não faz diferença. O que faz diferença é o quanto você se permite sentir saudade com a dose e teor certos de leveza, frescor, melancolia e lembranças.

Alguns choram, outros se deliciam entre lembranças sorridentes, mas o certo é que deixar aflorar as sensações do saudosismo é maravilhoso! O alívio que segue esses momentos de pensamento longínquo é impressionantemente revigorante, traz pra dentro da gente aquilo que nos faz falta. Sentimos cheiros, sabores, amores e desamores, beijos, abraços e afagos, momentos, objetos e pessoas, sentimos, enfim, SAUDADE.

VOCÊ SE PERMITE SENTIR SAUDADE? DO QUÊ, DE QUEM?

Ahhhh o cheiro da chuva das 14 horas… ahhhh um sorvete de tapioca… ahhhh Belém que não sai da minha cabeça e coração…

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Quando fiquei feliz suja de cocozinho… rs

Janeiro 21, 2009 · 4 Comentários

Eis que consegui um tempo entre minhas deliciosas tarefas de mãe, mulher, esposa, dona de casa e todos as muitas funções que venho ocupando feliz e contente… Meu esposo foi assistir futebol,  Maitê está dormindo no carrinho ao meu lado com uma chupeta transparente na boca, um body que a deixa com as coxas mais maravilhosas de fora e o cabelo todo arrepiado. Eu, depois de dar um jeito em meu cabelo, lembrei que os meus estão longe, lá no norte e precisam saber como ando me virando.  – Um momento, preciso apreciar o sorriso da minha filhota. -

Preciso dizer que sou só felicidade? Não? !?! Ahhh tá, brigada!

minha obra prima.

minha obra prima.

Outro dia durante o banho Maitê cagou em mim. Cagou, isso mesmo, não foi um simples cocozinho. Sabem o que eu fiz? Sorri feliz e contente, achei lindo, e o pai dela também! Outro dia ela golfou na minha cama, sabe o que eu fiz? Cheirei… dilícia de golfadinha!!! Eu tento ficar cansada quando ela acorda de madrugada, mas os sorrisos involuntários que ela me dá, a mão dela no meu seio na hora de mamar, o cheirinho dela, tudo isso me revigora e me diz que eu não tenho nem o direito de me sentir cansada, ela é o melhor presente e descanso que eu poderia ter recebido. Por enquanto é isso…

P.S.: Alguém pode me dizer porque ouro na banheira do primeiro banho?

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Ser mãe…

Janeiro 11, 2009 · 8 Comentários

Foi por uma apendicite que eu aprendi em algumas horas o que é amar mais do que o coração suporta, o que é ser mãe, o que é sofrer, o que é perder o senso do ridículo, esquecer das minhas dores e chorar pela dor de outro ser…

Maitê nasceu depois d’eu sofrer algumas horas achando que tinha uma dor de estômago, era meu apêndice estourado e fazendo mal à mim e à minha filha, sofremos as duas… e muito. Foram 27 dias lutando para viver, ela no hospital e eu e Eduardo sem ela em casa, indo e vindo do hospital numa rotina cansativa. Tirávamos forças não sei de onde, aliás, sei sim… tirávamos forças do sorriso desconcertado dela, de olhar um pro outro e descobrirmos que somos mais companheiros do que imaginávamos, de saber que estaremos juntos na melhor e na pior, e do amor que nós três sentimos um pelo outro.

Agradeço a Deus pela mãe que tenho, ela que largou a vida toda para me ajudar, me dar força, me acalentar, me distrair, me ajudar a suportar o que tivesse de vir. Eu a amo muito. Agradeço pelo pai que tenho, que mesmo de longe não me deixou sozinha um momento, deu palavras de apoio, chorou conosco, mas soube ser a segurança que precisávamos. Agradeço também por ter posto em meu caminho e coração o homem que eu tenho, Eduardo, o melhor pai que minha filha poderia ter, companheiro, não declinou em momento algum, nas horas de cansaço erámos um o cobertor, a coragem e o ombro do outro. Agradeço pela família que o Eduardo me deu, meu sogro e minha sogra, que souberam estar ao nosso lado nas angústias e entenderam as nossas aflições.

Ahhhh… não posso esquecer das orações, do amor que recebemos de todo mundo, das pessoas que nos ligavam todo santo dia para saber dela e da gente também: Jesicow, Tia Bilu, tio Pedro, meu Padrinho, minha Madrinha, tia Marrom, tia Nilda e as rosas para Sta Terezinha, Yasmin, tio Paulo e tia Jenise, Cintia, a prima e minha amiga da Unama, Lica irmã escolhida, Ana, Daia e Fernando… gente, é muito nome e muito amor para eu lembrar de cada um, vocês todos estarão sempre nas nossas preces, isso é CERTO!

E…

VIVA A MAITÊ!!!

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