DO QUE É EM VÃO

Não caminhava, vagava

Não sorria, mostrava os dentes

Não falava, sussurrava

Não queria, suplicava.

Carregava marcas

Dedilhava desesperanças

Armava circos e cercos

Reinava, qual criança

Chovia raios de sol

Iluminava tempestades

Quebrava vidros

Cantava errado

Amava gentes, vivia plurais

E do tempo ao todo

Do que é em vão, o eco

Do som a nota

Da foto ao instante

Do nada um pouco

Do resto a migalha

De tudo o quase

Ficou um livro na estante.

(JM)

Image

(The Maiden – Gustav Klimt)

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