Sobre clichês que vão e vem, ensinam e deseducam.

Esse final de semana foi, sem dúvida, um dos cinco mais atípicos da minha vida. Sério, top 5, sem dúvida nenhuma. Revierei tanto sentimento, pensei tanto e produzi num nível que jamais pensei fosse capaz de fazê-lo. O mais importante foram os clichês que eu reafirmei, ou que se puseram a prova, aqui na minha vida, aqui na minha frente… Pra mim, os três últimos dias foram de auto-conhecimento, o auge do clichê. Pois é, aprendi que nunca é tarde demais pro perdão, pra compreender o próximo, entender os motivos que fizeram esse tal próximo decepcionar os outros, os próximos, ou todos os mundos. QUE SEJA… aprendi que o tempo encaixa todas as peças, e se não as encaixa, as exlui. Vi que tudo acontece em nível de energias, sinergias, trocas positivas ou negativas, mas consequentes. Aprendi que  família é a coisa mais importante que há nesse mundo, de sangue ou escolhida, você sempre voltará aos que de fato são sua família. Sei então que a subjetividade não é nada além da visão que você tem sobre você construída a partir do que você acha que os outros vêem sobre/em você. Entonce, culpas, ansiedades, dores de amor, tudo isso é você quem faz, sozinha ou coletivamente. Preocupe-se com o que de melhor você pode dar aos outros, em forma de sorrisos e de carinho, isso é você, e isso jamais te decepcionará.

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inspiração de pós-acordar.

E essa impressão de que a vida começou agora
Que não tenho tempo, ou vou perder a hora
Tudo sempre típico de uma urgência pueril
Me toma a paz de quem é inconstante
Pra quem um segundo pode valer um ano
Ou pra quem um hora pode ser pouco demais.
Me contradigo em minha maturinfância
Procuro nexo numa tardia juventude
E sigo sapateando em uma corda bamba
No balanço das minhas certas escolhas

apresento-lhes bianca

Quanto mais valia menos cobrava. Essa é a hora que o barato sai caro. Caro para quem? Barato para ninguém! Nunca tinha um tostão, trabalhada por algumas moedas de bronze. Chama-se Bianca, mas viam-lhe encardida.

 

Bianca nasceu na aula de sociologia III, espero que ela não morra nessas poucas linhas.

Poetando: À luz da linguagem

Não bastam convicções

Não bastam as prévias visões

Para quem se propõe ao amor

Para quem se propõe ilusões

 

Os sentidos de educar

Os sentidos de viver

A quem alimentam as letras?

A quem alimenta o saber?

 

Alfabetizar ou letrar

Ensinar a interpretar

Para que servem esforços

De ajudar a ler e amar?

 

Se o mundo deseduca

Se a vida é que instrui

Gero temas, métodos e meios

Linguagem não é a treva

Comunica a vida, faz-se luz.

(Ju Maués Clarino)

quinta feira SÓ SERVE PRA fazer meu coração DANÇAR.

Razões deste post:

MEU ESPÍRITO ZOMBETEIRO

A QUINTA FEIRA

O CHINA

A MELHOR MÚSICA RECÉM-DESCORBETA DOS ÚLTIMOS 2 MESES

A PROPOSTA DO CLIP

A MALEMOLÊNCIA E O SOTAQUE DO CHINA.

90 cm de bagunça no meu coração

Sei que ela veio para abalar minha falta de estrutura! Nos idos dos meus 22 anos nasce aquela coisinha pequena que me fez aprender sobre amor, certezas, esperanças, loucuras, abdicações, coragem, entre outras lições. Maitê, Maitoca, Tê, Tetê, pequena, princesa, minha, muito minha. Escrevo porque ela está crescendo, são 2 anos e 10 meses, e passa tão rápido que dividir é uma forma de fazer cada experiência durar mais tempo, ser mais marcante. Já não usa mais fraldas, come sozinha, avisa sobre a picada do mosquito, escolhe o que quer pro café da manhã, e faz manha, e tem opinião, e tem o mesmo signo, o mesmo sorriso, o mesmo cabelo, o mesmo jeitinho de falar que eu, agora eu sei sobre essa história de ver o coração bater fora do corpo.

Me orgulho de como ela é criativa, animada, falante, esperta, amorosa, pura, sensacionalmente maravilhosa, e não é SÓ por ser minha filha não, ela é um presente desse mundão de meu Deus pra mim e pro Eduardo. O pouco que podemos fazer para criá-la da melhor forma possível parece estar surtindo efeito, e nossos esforços tem sido constantes para que tenhamos feito um bom trabalho ao final, quando ela souber que o mundo não é tão horrível assim, e que ela pode fazer a diferença amando, respeitando o próximo, e pedindo respeito, lutando por respeito.

Bom, essa é uma das coisas que têm me feito pensar recorrentemente: a forma como respondo ou não às manhas da Maitê, nas menores coisas, para que ela seja respeitosa, solidária, e saiba que tem um mundão pra ela dividir com muita gente. Ontem mesmo levei-a para brincar no parquinho do condomínio, de repente fez uma briga enorme para não emprestar a bola que havia levado para brincar com os amigos, não soube exatamente o que fazer diante do chororô, quero pecar por várias outras coisas, mas não quero que ela seja egoísta, individualista e mais outros tantos “istas” que fazem nossa sociedade ser o que é. No final das contas, depois de muito choro, peguei a bola nas mãos e disse: enquanto não souber brincar junto e dividir não vai descer pra brincar com os coleguinhas. – E fomos embora, meu coração ficou miúdo, o amiguinho ficou lá, Maitê ia embora com um beiço maior que seu próprio tamanho, e eu só queria que ela aprendesse.

Acho que fiz o certo, acho que fiz o que tinha que fazer, ela chegou em casa, tentou mil formas de me agradar e eu explicando pra ela o que havia acontecido, no final das contas ela entendeu; Quando dei por mim ela tava com a bola na mão e me dizendo: toma mãe, eu te empresto.

Eu tento ser a melhor mãe que posso, porque ela, sem precisar de esforço nenhum, é a melhor filha que eu poderia ter, me ensina diariamente a rever meus conceitos, a ser mais flexível, a ser mais esforçada, a ser menos insegura, a ter mais amor ao próximo, a me amar mais, a ser uma mulher menos pior, a entender que não é preciso muito para a felicidade,e para mim, basta acordar com um carinho no rosto de mãos pequenas me dizendo assim: linda, princesa. – Sou a mulher mais feliz do mundo porque tenho a Maitê. Falaria dela todos os dias, todas as horas, largaria uma enxurrada de elogios, mas ficaria chato… 😉

ensinou o mundo pra mim.

Poetando pra Belém – porque eu amo essa terra

Sinto o cheiro da tua chuva

Da tua comida o sabor

Vejo impressas em meu corpo

Tuas cores e teu calor

 Ouço batuques fortes

do carimbo e do siriá

Ergo-me e seguro a saia

Danço lembranças a rodar

 Belém de onde vim

 Pará pra onde eu vou

O ar cheiroso que eu respiro

Minha terra, meu amor

 Sou pura e simples saudade

 da minha Belém do Grão Pará

Nesta ou n’outra cidade

Minha pátria, meu rio, meu lar.

Ju Maués (27 de junho de 2011)

Chega essa época do ano e meu coração bate muito mais acelerado, começo a sonhar com os dias de recarregar as baterias, de matar a saudade, de sentir de novo cheiros e sabores que só a minha terra pode me proporcionar. Tento me enganar, ludibriar a saudade e a vontade de estar lá todo o santo dia pra ver o amanhecer mais bonito que existe no mundo, no meu mundo, nos pedaços de mundo que meus olhos já viram, que meus sentidos já sentiram. Sou a saudade em pessoa, amo aquela terra, aquele sabor que só o Pará tem: gente boa, gente feliz, gente efusiva, minha família, meus amigos… os meus. E em julho, eu vou viver, vou respirar minha terra e a minha gente.